Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Patologia que não é passível de diagnóstico por histeroscopia:
Histeroscopia avalia cavidade uterina; endometriose é doença extrauterina.
A histeroscopia é um método diagnóstico e terapêutico que permite a visualização direta da cavidade uterina e do canal cervical. É excelente para identificar lesões intracavitárias como pólipos, miomas submucosos e aderências (Síndrome de Asherman), mas não tem papel no diagnóstico de endometriose, que é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero.
A histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo que revolucionou o diagnóstico e tratamento de diversas patologias intrauterinas. Consiste na inserção de um histeroscópio (um endoscópio fino) através do colo uterino para visualizar diretamente a cavidade endometrial. É amplamente utilizada na investigação de sangramento uterino anormal, infertilidade, abortos de repetição e para a remoção de corpos estranhos ou biópsia dirigida. Patologias como pólipos endometriais, miomas submucosos, hiperplasia endometrial e a Síndrome de Asherman (aderências intrauterinas) são facilmente diagnosticadas e muitas vezes tratadas durante o mesmo procedimento histeroscópico. A visualização direta permite uma avaliação precisa da morfologia e localização das lesões, guiando a conduta terapêutica. No entanto, é crucial compreender as limitações da histeroscopia. A endometriose, por definição, é a presença de tecido endometrial fora do útero. Portanto, a histeroscopia, que explora apenas a cavidade uterina, não tem papel no diagnóstico direto da endometriose. Para esta condição, a laparoscopia diagnóstica com biópsia é o padrão ouro, embora exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética sejam úteis para a suspeita e mapeamento da doença.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, sendo eficaz no diagnóstico de pólipos endometriais, miomas submucosos, hiperplasias endometriais, malformações uterinas e aderências intrauterinas, como na Síndrome de Asherman.
A endometriose é definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, como no peritônio, ovários ou ligamentos. A histeroscopia visualiza apenas o interior do útero, não sendo capaz de identificar implantes ectópicos de endométrio.
O diagnóstico definitivo de endometriose é feito por laparoscopia com biópsia das lesões suspeitas. Exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética podem sugerir o diagnóstico e mapear a extensão da doença.
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