HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
São indicações comuns de histeroscopia, exceto:
Endométrio fino (<5mm) em menopausada assintomática NÃO indica histeroscopia.
A histeroscopia é um procedimento valioso para visualização direta da cavidade uterina. No entanto, um endométrio de 4 mm em uma paciente menopausada assintomática é considerado normal e não requer investigação invasiva, como a histeroscopia, a menos que haja sangramento uterino anormal ou outros fatores de risco.
A histeroscopia é um procedimento ginecológico que permite a visualização direta da cavidade uterina e do canal cervical através de um histeroscópio inserido via vaginal. É uma ferramenta diagnóstica e terapêutica essencial na ginecologia, amplamente utilizada para investigar e tratar diversas condições intrauterinas. Sua importância reside na capacidade de fornecer um diagnóstico preciso e permitir intervenções minimamente invasivas, evitando procedimentos mais complexos. As indicações para histeroscopia são variadas e incluem sangramento uterino anormal (pós-menopausa ou pré-menopausa), investigação de infertilidade primária ou secundária, abortamentos de repetição, remoção de pólipos endometriais, miomas submucosos, sinéquias intrauterinas, corpos estranhos (como DIU fragmentado) e avaliação de malformações uterinas. A histeroscopia permite a biópsia dirigida de lesões suspeitas, aumentando a acurácia diagnóstica. É crucial, no entanto, saber quando a histeroscopia NÃO é indicada. Um exemplo clássico é o endométrio fino (geralmente < 4-5 mm) em pacientes menopausadas assintomáticas, onde o risco de patologia significativa é mínimo, tornando o procedimento desnecessário e potencialmente iatrogênico. A decisão de realizar uma histeroscopia deve sempre considerar o quadro clínico da paciente, os achados de exames complementares e os potenciais riscos e benefícios do procedimento.
As principais indicações para histeroscopia incluem investigação de infertilidade, sangramento uterino anormal, ressecção de miomas submucosos ou pólipos endometriais, investigação de abortamentos de repetição e remoção de corpos estranhos intrauterinos.
Em pacientes menopausadas assintomáticas, um endométrio com espessura de 4 mm é considerado normal e não requer investigação adicional, como a histeroscopia, pois o risco de hiperplasia ou malignidade é muito baixo. O limite para investigação geralmente é de 4-5 mm em assintomáticas.
Sim, a histeroscopia é uma ferramenta importante na investigação da infertilidade, pois permite identificar e, em muitos casos, tratar fatores intrauterinos como pólipos, miomas submucosos, sinéquias (aderências) e malformações uterinas que podem dificultar a concepção ou a implantação.
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