FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Mulher, 32 anos de idade, G=0, referindo Sangramento Menstrual Excessivo (SME), com desejo de gestação. Seu ultrassom transvaginal demonstrou espessamento endometrial. Foi realizada uma histerossonografia com a imagem abaixo. Qual a melhor conduta para esta paciente?
SME + espessamento endometrial + desejo gestacional + imagem sugestiva de pólipo/mioma → Histeroscopia cirúrgica é a melhor conduta.
A histerossonografia é um excelente método para avaliar a cavidade uterina em casos de sangramento uterino anormal e espessamento endometrial, especialmente quando há desejo de gestação. A presença de lesões intracavitárias como pólipos ou miomas submucosos requer remoção cirúrgica para melhorar as chances de concepção e resolver o sangramento.
O Sangramento Menstrual Excessivo (SME) é uma queixa comum na ginecologia, afetando significativamente a qualidade de vida das mulheres. A investigação inicial inclui ultrassonografia transvaginal, que pode revelar espessamento endometrial. A histerossonografia, ao infundir soro fisiológico na cavidade uterina, permite uma visualização detalhada e diferenciação entre patologias intracavitárias, como pólipos e miomas submucosos, de um espessamento endometrial difuso. É fundamental para o diagnóstico preciso e planejamento terapêutico. Em pacientes com SME e desejo de gestação, a presença de lesões intracavitárias, como pólipos endometriais ou miomas submucosos, pode ser uma causa de infertilidade ou abortos de repetição. Nesses casos, a conduta ideal é a remoção cirúrgica por histeroscopia. A histeroscopia cirúrgica é um procedimento minimamente invasivo que permite a visualização direta e a ressecção da lesão, preservando a fertilidade e resolvendo o sangramento. O tratamento hormonal isolado não seria adequado, pois não remove a lesão estrutural que pode estar comprometendo a fertilidade. Após a remoção histeroscópica, a paciente tem melhores chances de concepção e de uma gestação bem-sucedida. O acompanhamento pós-operatório visa monitorar a resolução dos sintomas e a evolução da fertilidade. É crucial que residentes compreendam a importância da investigação completa do SME, especialmente em mulheres que desejam engravidar, para oferecer a conduta mais eficaz e direcionada.
A histerossonografia pode identificar pólipos endometriais, miomas submucosos, sinéquias e outras irregularidades da cavidade uterina. Achados como lesões preenchendo a cavidade ou deformando-a são indicações claras para histeroscopia cirúrgica, especialmente se associados a sintomas ou infertilidade.
A histeroscopia cirúrgica permite a remoção direta e precisa da lesão intracavitária, o que é crucial para restaurar a anatomia uterina normal, melhorar a receptividade endometrial e, consequentemente, aumentar as chances de concepção e reduzir o risco de aborto espontâneo.
Em pacientes sem desejo de gestação e sem lesões estruturais, as alternativas incluem terapia hormonal (progesterona, DIU hormonal, contraceptivos orais combinados), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e antifibrinolíticos (ácido tranexâmico). A ablação endometrial pode ser considerada em casos refratários.
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