FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um dos melhores métodos de avaliação da cavidade uterina é a histeroscopia. A respeito dessa propedêutica, assinale a opção correta.
Energia bipolar em histeroscopia = Soro Fisiológico (meio eletrolítico) → ↓ Risco de hiponatremia.
O uso de corrente bipolar permite o uso de meios condutores (salinos), enquanto a monopolar exige meios não-eletrolíticos (glicina), que aumentam o risco de síndrome de sobrecarga hídrica.
A histeroscopia é o padrão-ouro para avaliação da cavidade uterina. A evolução dos instrumentais, como o sistema de Bettocchi, permitiu procedimentos ambulatoriais sem necessidade de anestesia geral ou dilatação cervical excessiva. A escolha do meio de distensão é crítica: meios líquidos (eletrólitos ou não-eletrólitos) são necessários para a visualização e para o uso de energia. A segurança do paciente é maximizada com o uso de sistemas bipolares e solução salina, minimizando distúrbios hidroeletrolíticos graves. Em casos de suspeita de câncer de endométrio, a histeroscopia com biópsia dirigida é fundamental para o diagnóstico histológico preciso.
O soro fisiológico é um meio eletrolítico condutor. Na cirurgia bipolar, a corrente flui entre os dois polos do instrumento, permitindo o uso de solução salina, o que reduz drasticamente o risco de hiponatremia dilucional grave, comum com o uso de glicina em sistemas monopolares.
A biópsia dirigida é realizada sob visão direta durante a histeroscopia, permitindo coletar material exatamente da área suspeita. A biópsia orientada (ou cega) é feita sem visualização direta, apresentando menor acurácia para lesões focais.
O CO2 pode ser usado em histeroscopias diagnósticas, mas apresenta desvantagens como a formação de bolhas (efeito 'neve') e risco de embolia gasosa, sendo o meio líquido (soro) preferido na maioria dos serviços modernos.
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