Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente de 54 anos de idade histerectomizada por miomatose uterina aos 51 anos, menopausa há 02 anos sem terapia hormonal. Foi a consulta de rotina de seu médico habitual há 10 anos, com queixa de secura vaginal e redução da lubrificação. O exame físico é inalterado em relação aos anos anteriores. Tem hipertensão, obesidade e dislipidemia. Na consulta de retorno trouxe resultado Mamografia BI-RADS 3. A melhor conduta é:
BI-RADS 3 = achado provavelmente benigno, risco < 2% de malignidade → repetir mamografia em 6 meses.
A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com uma probabilidade muito baixa de malignidade. A conduta recomendada é o acompanhamento em curto prazo (geralmente 6 meses) com nova mamografia para avaliar estabilidade, evitando biópsias desnecessárias.
A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados em exames de imagem da mama e orientar a conduta. É fundamental para a prática clínica e para a preparação de residentes, pois uniformiza a comunicação e o manejo de pacientes com lesões mamárias. A categoria BI-RADS 3, em particular, representa um desafio, pois exige um equilíbrio entre a vigilância e a evitação de procedimentos invasivos desnecessários. Compreender essa classificação é crucial para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama. O BI-RADS 3 é atribuído a achados com características morfológicas que sugerem benignidade, mas que não permitem uma certeza absoluta. Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, sem calcificações suspeitas, ou assimetrias focais. A fisiopatologia por trás desses achados geralmente envolve alterações benignas como fibroadenomas, cistos complicados ou alterações fibrocísticas. A suspeita clínica e o histórico do paciente também são importantes para a decisão final. A conduta de repetir a mamografia em 6 meses visa confirmar a estabilidade do achado. Se o achado permanecer estável por 2-3 anos, ele pode ser reclassificado como BI-RADS 2 (benigno). Caso haja qualquer alteração, como aumento de tamanho ou mudança de contornos, a lesão deve ser reavaliada e, se necessário, biopsiada. O prognóstico para lesões BI-RADS 3 é excelente, com a vasta maioria sendo benigna, mas a vigilância é a chave para não perder um câncer em estágio inicial.
Um resultado BI-RADS 3 significa que o achado mamográfico é provavelmente benigno, com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. Embora a maioria seja benigna, exige um acompanhamento mais próximo.
A conduta recomendada para um BI-RADS 3 é a repetição da mamografia em 6 meses. Esse acompanhamento em curto prazo permite avaliar a estabilidade do achado e detectar qualquer alteração suspeita precocemente.
Um BI-RADS 3 pode ser reclassificado para uma categoria mais alta (BI-RADS 4 ou 5) se houver crescimento, alteração de características ou surgimento de novos achados suspeitos nas mamografias de acompanhamento. Nesses casos, a biópsia se torna necessária.
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