IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Com relação ao tratamento cirúrgico do câncer de colo de útero, é INCORRETO afirmar que:
Histerectomia radical videolaparoscópica NÃO é contraindicada em câncer de colo uterino, mas exige técnica apurada.
A histerectomia radical videolaparoscópica é uma opção válida para o tratamento do câncer de colo uterino em estágios iniciais, com resultados oncológicos comparáveis à cirurgia aberta em centros especializados. A alternativa 'C' está incorreta porque a videolaparoscopia não é uma contraindicação absoluta.
O tratamento cirúrgico do câncer de colo uterino é um pilar fundamental para estágios iniciais da doença, visando a remoção completa do tumor e dos tecidos adjacentes. A histerectomia radical, que envolve a remoção do útero, paramétrios e terço superior da vagina, é o procedimento padrão. A compreensão das diferentes classificações da histerectomia radical, como a de Piver-Rutledge-Smith ou Querleu-Morrow, é crucial para determinar a extensão da ressecção e o manejo adequado da doença. A dissecção cuidadosa dos espaços paravesical e pararretal é essencial para a exposição adequada das estruturas pélvicas e para garantir margens cirúrgicas livres de doença. Complicações como a fístula ureterovaginal são riscos conhecidos da histerectomia radical devido à proximidade do ureter com o colo uterino e os ligamentos cardinais, exigindo técnica cirúrgica meticulosa e identificação precoce de lesões. A histerectomia radical videolaparoscópica tem ganhado espaço como uma alternativa minimamente invasiva, oferecendo vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Embora estudos iniciais tenham levantado preocupações sobre a via minimamente invasiva em comparação com a cirurgia aberta para alguns subtipos de câncer cervical, a técnica é considerada segura e eficaz em centros de excelência, especialmente para tumores menores e em estágios iniciais, com resultados oncológicos comparáveis quando bem indicada e executada.
A histerectomia radical é classificada em tipos (I a V), sendo as mais comuns a Tipo II (radical modificada) e Tipo III (radical clássica), que se diferenciam pela extensão da ressecção dos paramétrios e ligamentos.
As complicações incluem lesões urológicas (fístula ureterovaginal, lesão vesical), hemorragia, infecção, lesão intestinal e disfunção sexual ou vesical a longo prazo.
Sim, a histerectomia radical videolaparoscópica é considerada segura e eficaz para estágios iniciais do câncer de colo uterino, desde que realizada por cirurgiões experientes e com técnica adequada, embora estudos iniciais tenham gerado debate sobre a via minimamente invasiva.
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