PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
M. S. A., 48 anos, doméstica, com sete filhos de parto normal, realiza exame de colpocitologia oncótica de Papanicolaou com o laudo de lesão intraepitelial de alto grau, não sendo possível excluir microinvasão. Ao exame ginecológico, apresenta lesão ulcerada, exofítica, limitada ao colo uterino, medindo três centímetros de extensão, sendo que ao toque vaginal e retal não se observa comprometimento de paramétrios. Submetida à biópsia cervical, apresentou carcinoma epidermoide invasor. Sobre o caso, a conduta médica mais adequada é:
Câncer de colo uterino invasor limitado ao colo (<4cm) → Histerectomia radical (Classe III).
Em casos de carcinoma epidermoide invasor do colo uterino, sem comprometimento de paramétrios e com lesão limitada ao colo (como em estágio IB1), a histerectomia radical (Classe III de Piver-Rutledge) é a conduta cirúrgica padrão, visando a remoção completa do tumor e linfonodos pélvicos.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, com o carcinoma epidermoide sendo o tipo histológico mais frequente. O diagnóstico precoce através do Papanicolaou e a biópsia são cruciais. O estadiamento clínico, baseado em exame físico (toque vaginal e retal) e exames de imagem, é fundamental para definir a conduta terapêutica, que pode variar de conização a cirurgia radical, radioterapia e quimioterapia. A avaliação do comprometimento de paramétrios é um ponto chave no estadiamento e na decisão terapêutica. Para lesões invasoras limitadas ao colo uterino, como no caso de um estágio IB1 (lesão menor que 4 cm, sem comprometimento de paramétrios), a histerectomia radical (Classe III de Piver-Rutledge ou Wertheim-Meigs) é a opção cirúrgica preferencial. Este procedimento envolve a remoção do útero, paramétrios, terço superior da vagina e linfonodos pélvicos, visando a cura. A escolha da classe de histerectomia depende da extensão da doença e da necessidade de ressecção de tecidos adjacentes. É importante que o residente compreenda a classificação FIGO para o câncer de colo uterino e as indicações de cada modalidade terapêutica. A diferenciação entre lesões pré-invasoras e invasoras, bem como a avaliação da extensão da doença local e regional, guiam a decisão entre tratamentos conservadores, cirurgia radical, radioterapia ou quimiorradioterapia. O manejo multidisciplinar é essencial para otimizar os resultados e a qualidade de vida das pacientes.
A histerectomia radical é indicada principalmente para o câncer de colo uterino em estágios iniciais, como o estágio IB1 (lesão limitada ao colo, menor que 4 cm) e IB2 (lesão limitada ao colo, maior ou igual a 4 cm), e alguns casos de IIA1, onde não há comprometimento de paramétrios ou terço inferior da vagina.
A histerectomia pode ser extrafacial (Classe I), radical modificada (Classe II) ou radical (Classe III). A histerectomia radical (Classe III, como a de Wertheim-Meigs) remove o útero, paramétrios, terço superior da vagina e linfonodos pélvicos, sendo a escolha para câncer invasor em estágios iniciais. As outras são para condições benignas ou estágios muito iniciais.
A radioterapia e/ou quimioterapia são as condutas exclusivas para câncer de colo uterino em estágios mais avançados (geralmente a partir do estágio IIB, com comprometimento de paramétrios) ou em pacientes com contraindicações cirúrgicas, sendo a quimiorradioterapia concomitante o tratamento padrão para esses casos.
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