HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
O manejo de escolha neste caso é a histerectomia.
Histerectomia é tratamento definitivo, mas nem sempre a conduta de escolha inicial; opções conservadoras são frequentemente preferidas.
A histerectomia é um procedimento cirúrgico definitivo para diversas condições ginecológicas, como miomas uterinos sintomáticos, adenomiose grave ou sangramento uterino anormal refratário. No entanto, a decisão de realizá-la depende de múltiplos fatores, incluindo idade da paciente, desejo de gravidez, gravidade dos sintomas e falha de tratamentos conservadores, o que a torna raramente a única ou primeira escolha em todos os cenários.
A histerectomia é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do útero, sendo uma das cirurgias ginecológicas mais comuns. Suas indicações são variadas, abrangendo desde condições benignas, como miomatose uterina sintomática, adenomiose e sangramento uterino anormal refratário, até patologias malignas como câncer de endométrio ou colo uterino. A decisão pela histerectomia é complexa e deve considerar a idade da paciente, seu desejo de gravidez, a gravidade dos sintomas e a resposta a tratamentos conservadores prévios.Do ponto de vista fisiopatológico, muitas das condições que levam à histerectomia estão relacionadas a alterações hormonais e estruturais do útero. O diagnóstico preciso é fundamental e geralmente envolve exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética, além de biópsias quando há suspeita de malignidade. É crucial suspeitar de condições que demandam histerectomia quando há dor pélvica crônica, sangramento uterino excessivo ou irregular, ou sintomas compressivos devido ao aumento do volume uterino.O tratamento com histerectomia é definitivo para a maioria das condições uterinas. O prognóstico pós-operatório é geralmente bom, mas como qualquer cirurgia, envolve riscos. É importante que o médico discuta com a paciente todas as opções de tratamento, incluindo as conservadoras, para que a escolha seja informada e alinhada com as expectativas e necessidades individuais, especialmente em relação à preservação da fertilidade e qualidade de vida.
As principais indicações incluem miomas uterinos sintomáticos e volumosos, adenomiose grave, sangramento uterino anormal refratário a outros tratamentos, prolapso uterino significativo e certas condições malignas ou pré-malignas do útero.
Alternativas incluem miomectomia (cirúrgica), embolização da artéria uterina, ablação endometrial, e tratamentos medicamentosos como análogos de GnRH ou moduladores seletivos de receptores de progesterona (SPRMs).
A histerectomia geralmente não é a conduta de escolha inicial quando existem opções de tratamento menos invasivas que podem controlar os sintomas, especialmente em pacientes que desejam preservar a fertilidade ou evitar cirurgia de grande porte.
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