CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Paciente, 50 anos, apresentando sangramento uterino disfuncional, anemia, útero miomatoso. A melhor conduta será:
Mioma uterino + SUD + anemia refratária = Histerectomia é a conduta definitiva, especialmente em >50 anos.
Em pacientes com mioma uterino volumoso ou múltiplos miomas, sangramento uterino disfuncional grave e anemia refratária ao tratamento clínico, especialmente em mulheres perimenopausadas ou pós-menopausadas onde a preservação da fertilidade não é uma preocupação, a histerectomia é a conduta mais eficaz e definitiva.
O útero miomatoso, ou leiomiomatose uterina, é uma condição ginecológica comum, caracterizada pelo crescimento de tumores benignos no miométrio. Embora muitos miomas sejam assintomáticos, eles podem causar sangramento uterino disfuncional (SUD), dor pélvica, sintomas compressivos e, em casos graves, anemia ferropriva devido à perda sanguínea crônica. A abordagem terapêutica depende da idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e gravidade dos sintomas. Em pacientes perimenopausadas ou pós-menopausadas, ou naquelas que já completaram sua prole e apresentam sintomas severos e refratários ao tratamento clínico, a histerectomia (remoção cirúrgica do útero) é frequentemente a conduta de escolha. Este procedimento oferece uma solução definitiva para o sangramento e a dor, eliminando a fonte dos miomas. A reposição de ferro e o uso de medicamentos como o ácido tranexâmico podem aliviar temporariamente os sintomas de anemia e sangramento, mas não abordam a causa principal. A decisão pela histerectomia deve ser individualizada, considerando a qualidade de vida da paciente e a falha de tratamentos menos invasivos. Para residentes, é crucial saber identificar os casos em que a intervenção cirúrgica é a melhor opção para garantir o bem-estar da paciente.
A histerectomia é indicada para miomas uterinos que causam sintomas graves e refratários ao tratamento clínico, como sangramento uterino anormal intenso levando à anemia, dor pélvica crônica, sintomas compressivos ou crescimento rápido, especialmente em mulheres que não desejam mais engravidar.
Embora ajudem a controlar a anemia e o sangramento agudo, respectivamente, não tratam a causa subjacente (o mioma). Em casos de sangramento crônico e volumoso, esses tratamentos podem ser paliativos e não resolver o problema a longo prazo, levando à persistência dos sintomas.
As alternativas incluem miomectomia (remoção apenas dos miomas, preservando o útero), embolização de artérias uterinas, ablação endometrial, e tratamento medicamentoso com agonistas do GnRH ou moduladores seletivos do receptor de progesterona, dependendo do caso e desejo da paciente.
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