HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
Atualmente a principal indicação para histerectomia-cesárea é:
Placenta acreta → principal indicação para histerectomia-cesárea devido ao alto risco de hemorragia.
A histerectomia-cesárea é um procedimento de alta complexidade, frequentemente indicado em casos de acretismo placentário (placenta acreta, increta ou percreta) para controlar o sangramento maciço que pode ocorrer na tentativa de remoção manual da placenta, preservando a vida materna.
A histerectomia-cesárea é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do útero imediatamente após o nascimento do bebê por cesariana. Sua principal indicação atualmente é o acretismo placentário, uma condição em que a placenta se adere anormalmente à parede uterina, podendo invadir o miométrio (placenta increta) ou até mesmo órgãos adjacentes (placenta percreta). A incidência de acretismo placentário tem aumentado significativamente devido ao aumento das taxas de cesariana, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para obstetras. O acretismo placentário é uma das causas mais graves de hemorragia pós-parto, com morbimortalidade materna elevada. O diagnóstico pré-natal, geralmente por ultrassonografia e ressonância magnética, é crucial para o planejamento do parto em um centro terciário com equipe multidisciplinar. A tentativa de remoção manual da placenta em casos de acretismo pode resultar em sangramento maciço e incontrolável, tornando a histerectomia-cesárea a conduta mais segura para preservar a vida da paciente. O manejo do acretismo placentário exige uma abordagem cuidadosa, com planejamento pré-operatório rigoroso, incluindo reserva de sangue e acesso a técnicas de hemostasia avançadas. A histerectomia-cesárea, embora seja uma cirurgia de grande porte, é frequentemente a opção que oferece o melhor prognóstico materno nesses casos, minimizando os riscos de hemorragia e suas complicações.
Placenta acreta é uma condição onde as vilosidades coriônicas aderem diretamente ao miométrio, sem a interposição da decídua basal. É grave devido ao alto risco de hemorragia maciça no pós-parto, pois a placenta não se desprende espontaneamente.
A histerectomia-cesárea é indicada principalmente em casos de acretismo placentário (acreta, increta, percreta) diagnosticado ou fortemente suspeito, para prevenir e controlar a hemorragia pós-parto incontrolável que pode ocorrer na tentativa de remoção da placenta.
Os principais fatores de risco para placenta acreta incluem placenta prévia, cesarianas anteriores (especialmente múltiplas), cirurgias uterinas prévias, idade materna avançada e multiparidade.
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