SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
L.M.K., 20 anos, em tratamento de SOP, irregularidade menstrual e hirsutismo. Em uso de etinilestradiol e drosperinona há 12 meses em regime de 24/4, com melhora da acne e irregularidade menstrual, mas com pouca melhora do hirsutismo. Qual seria a conduta mais adequada para melhorar o hirsutismo?
Hirsutismo persistente em SOP com ACO → associar antiandrogênio (ex: espironolactona).
Em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) que apresentam hirsutismo persistente apesar do uso de anticoncepcionais orais combinados (ACOs) com atividade antiandrogênica, a associação de um antiandrogênio mais potente, como a espironolactona, é a conduta mais eficaz para melhorar os sintomas.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum em mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. O hirsutismo, definido como o crescimento excessivo de pelos terminais em áreas dependentes de androgênios, é uma das manifestações mais incômodas do hiperandrogenismo na SOP, afetando significativamente a qualidade de vida das pacientes. O tratamento visa reduzir os níveis de androgênios e bloquear sua ação nos tecidos-alvo. Anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são a primeira linha de tratamento para o hirsutismo na SOP, pois suprimem a produção ovariana de androgênios e aumentam a síntese hepática de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), reduzindo a testosterona livre circulante. No entanto, em casos de hirsutismo moderado a grave ou quando a resposta ao ACO isolado é insatisfatória após um período adequado (geralmente 6-12 meses), a adição de um antiandrogênio é recomendada. A espironolactona é um dos antiandrogênios mais utilizados, atuando como antagonista do receptor de androgênio e inibindo a 5-alfa-redutase. Ao associar espironolactona, é fundamental monitorar os efeitos colaterais, como hipercalemia, especialmente em pacientes com disfunção renal ou em uso de outros medicamentos que afetam o potássio. A melhora do hirsutismo é um processo lento, podendo levar de 6 a 12 meses para ser perceptível, devido ao ciclo de crescimento do pelo. Outras opções incluem o acetato de ciproterona (em alguns países) e a finasterida, que inibe a 5-alfa-redutase. O tratamento deve ser individualizado, considerando a gravidade do hirsutismo, a resposta aos tratamentos anteriores e as preferências da paciente.
A primeira linha de tratamento para o hirsutismo na SOP geralmente envolve anticoncepcionais orais combinados (ACOs) com progestágenos que possuem atividade antiandrogênica, como a drospirenona ou o acetato de ciproterona. Eles reduzem a produção de androgênios ovarianos e aumentam a SHBG, diminuindo a testosterona livre.
A espironolactona é um diurético poupador de potássio que também atua como um antiandrogênio, bloqueando os receptores de androgênios nos folículos pilosos e inibindo algumas enzimas envolvidas na síntese de androgênios. Isso resulta na diminuição do crescimento de pelos indesejados, sendo uma excelente opção para hirsutismo moderado a grave.
A associação de espironolactona deve ser considerada quando o hirsutismo não apresenta melhora satisfatória após 6 a 12 meses de uso de um ACO com atividade antiandrogênica. É importante monitorar os níveis de potássio e a pressão arterial durante o tratamento com espironolactona.
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