Hirsutismo Feminino: Opções de Tratamento Antiandrogênico

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021

Enunciado

O hirsutismo na mulher pode ser tratado com drogas que bloqueiam os receptores androgênicos periféricos. São exemplos desse tipo de medicação:

Alternativas

  1. A) estrogênios e progesterona.
  2. B) espironolactona e ciproterona.
  3. C) contraceptivos orais de progesterona e ciproterona.
  4. D) contraceptivos orais combinados e finasterida.

Pérola Clínica

Hirsutismo feminino → tratamento com antiandrogênios como espironolactona e ciproterona, que bloqueiam receptores periféricos.

Resumo-Chave

O hirsutismo é o crescimento excessivo de pelos terminais em mulheres em áreas dependentes de androgênios. O tratamento farmacológico frequentemente envolve antiandrogênios, como espironolactona e acetato de ciproterona, que atuam bloqueando os receptores de androgênios na pele e folículos pilosos.

Contexto Educacional

O hirsutismo é uma condição comum em mulheres, caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos terminais em um padrão masculino, resultante da ação de androgênios nos folículos pilosos. Frequentemente associado a condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), o hirsutismo pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. O tratamento visa reduzir a produção de androgênios e/ou bloquear sua ação nos tecidos periféricos. Dentre as opções terapêuticas, as drogas que bloqueiam os receptores androgênicos periféricos são pilares importantes. A espironolactona, um diurético poupador de potássio, possui atividade antiandrogênica ao competir com os androgênios pelos receptores e inibir enzimas envolvidas na biossíntese de androgênios. O acetato de ciproterona, um progestágeno com potente ação antiandrogênica, atua de forma similar, sendo frequentemente combinado com estrogênios em contraceptivos orais para o tratamento do hirsutismo. É fundamental que o residente compreenda os mecanismos de ação dessas medicações, seus perfis de efeitos colaterais e contraindicações, especialmente a teratogenicidade, que exige contracepção eficaz durante o tratamento. A escolha da medicação depende da gravidade do hirsutismo, presença de outras condições (como SOP) e preferências da paciente, buscando sempre a melhor resposta com o mínimo de efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais mecanismos de ação dos antiandrogênios no tratamento do hirsutismo?

Os antiandrogênios atuam de diversas formas, incluindo o bloqueio direto dos receptores de androgênios nas células-alvo (como espironolactona e ciproterona), inibição da produção de androgênios nas gônadas e adrenais, ou inibição da enzima 5-alfa-redutase que converte testosterona em diidrotestosterona.

Como a espironolactona e o acetato de ciproterona agem especificamente no hirsutismo?

A espironolactona é um antagonista do receptor de aldosterona com efeitos antiandrogênicos, bloqueando os receptores de androgênios e inibindo a síntese de testosterona. O acetato de ciproterona é um progestágeno potente com forte atividade antiandrogênica, bloqueando os receptores androgênicos e inibindo a secreção de gonadotrofinas.

Quais são os efeitos colaterais comuns dos antiandrogênios e contraindicações importantes?

Efeitos colaterais da espironolactona incluem irregularidades menstruais, sensibilidade mamária e hipercalemia. A ciproterona pode causar fadiga, ganho de peso e disfunção hepática. Ambos são contraindicados na gravidez devido ao risco de feminização de fetos masculinos, exigindo contracepção eficaz.

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