HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Paciente com hirsutismo de origem desconhecida; para diagnóstico dessa entidade solicitaremos dosagem sérica de:
Hirsutismo origem desconhecida → dosar Testosterona total/livre e S-DHEA para investigar hiperandrogenismo.
A dosagem de testosterona total e livre, juntamente com o sulfato de deidroepiandrosterona (S-DHEA), é crucial na investigação do hirsutismo de origem desconhecida. Esses hormônios são marcadores importantes da produção androgênica ovariana e adrenal, respectivamente, auxiliando na diferenciação das causas.
O hirsutismo é uma condição comum caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos terminais em mulheres, em um padrão masculino, devido ao hiperandrogenismo. Sua investigação é fundamental para identificar a causa subjacente, que pode variar desde condições benignas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) até tumores produtores de androgênios, que exigem intervenção rápida. A prevalência varia, mas afeta uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. A avaliação diagnóstica do hirsutismo de origem desconhecida inicia-se com a dosagem hormonal. A testosterona total e livre são marcadores da atividade androgênica ovariana, enquanto o sulfato de deidroepiandrosterona (S-DHEA) é um indicador da produção androgênica adrenal. Níveis elevados desses hormônios direcionam a investigação para a glândula de origem, permitindo a diferenciação entre causas ovarianas (como SOP) e adrenais (como hiperplasia adrenal congênita ou tumores). O tratamento do hirsutismo depende da causa subjacente. Para SOP, inclui modificações de estilo de vida e anticoncepcionais orais combinados. Em casos de tumores, a ressecção cirúrgica é a conduta. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, mas a condição pode ter impacto significativo na qualidade de vida das pacientes, exigindo uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento contínuo para controle dos sintomas e monitoramento de comorbidades.
A dosagem de testosterona total e livre, e o sulfato de deidroepiandrosterona (S-DHEA) são os exames iniciais mais importantes para avaliar o hiperandrogenismo.
A testosterona (total e livre) reflete principalmente a produção ovariana de androgênios, enquanto o S-DHEA é um marcador da produção adrenal, ajudando a diferenciar a origem do hiperandrogenismo.
As causas mais comuns incluem Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de androgênios (ovariano ou adrenal) e hirsutismo idiopático.
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