Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
O principal fator que leva atraso no processo de cicatrização de um ferimento é:
Hipóxia tecidual → principal fator que retarda a cicatrização de feridas, comprometendo metabolismo e angiogênese.
A hipóxia tecidual é o fator mais crítico no atraso da cicatrização, pois compromete diretamente o metabolismo celular, a síntese de colágeno e a angiogênese, processos essenciais para o reparo tecidual. Outros fatores como hiperglicemia e tensão da sutura também são importantes, mas a falta de oxigênio é fundamental.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico de reparo tecidual, essencial para a manutenção da integridade do organismo. Compreender os fatores que podem atrasá-la é fundamental para a prática clínica e para a prevenção de complicações. Este processo envolve fases inflamatória, proliferativa e de remodelação, cada uma dependente de uma série de eventos celulares e moleculares. Entre os diversos fatores que podem comprometer a cicatrização, a hipóxia tecidual emerge como o principal. A falta de oxigênio adequado impede o metabolismo oxidativo das células, essencial para a produção de ATP, que por sua vez é necessário para a síntese de colágeno pelos fibroblastos, a proliferação celular e a angiogênese. Sem oxigênio suficiente, a capacidade do tecido de se reparar é severamente comprometida, levando a feridas crônicas e de difícil tratamento. Outros fatores como a hiperglicemia (que prejudica a função leucocitária e a perfusão), a tensão excessiva na sutura (que causa isquemia local) e a presença de infecção também são importantes. O manejo adequado da cicatrização envolve otimização da oxigenação, controle glicêmico, técnica cirúrgica apurada e prevenção de infecções, visando garantir um ambiente propício para o reparo tecidual.
A cicatrização de feridas é influenciada por fatores locais como infecção, corpo estranho, tensão e hipóxia tecidual, e fatores sistêmicos como nutrição, idade, comorbidades (diabetes) e uso de medicamentos (corticoides).
A hipóxia tecidual compromete a energia celular necessária para a proliferação de fibroblastos, síntese de colágeno e angiogênese, além de prejudicar a função de macrófagos e neutrófilos na limpeza da ferida.
A angiogênese é crucial para a formação de novos vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes essenciais para as células envolvidas no reparo, sendo um processo vital na fase proliferativa da cicatrização.
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