HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
O primeiro sinal de hipóxia fetal em um traçado de cardiotocografia deve ser:
Hipóxia fetal inicial → Taquicardia compensatória; hipóxia grave → Bradicardia.
Em resposta à hipóxia inicial, o feto tenta compensar aumentando o débito cardíaco, o que se manifesta como taquicardia fetal na cardiotocografia. A bradicardia, desacelerações tardias e padrão sinusoidal são sinais de hipóxia mais avançada e descompensação.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na avaliação do bem-estar fetal, especialmente durante o trabalho de parto. A interpretação correta dos padrões da frequência cardíaca fetal (FCF) é crucial para identificar sinais de hipóxia e intervir precocemente, prevenindo desfechos adversos. Em um cenário de hipóxia fetal inicial, o feto tenta compensar a baixa oferta de oxigênio ativando o sistema nervoso simpático, o que resulta em um aumento da frequência cardíaca fetal, ou seja, taquicardia. Este é um mecanismo compensatório para manter o débito cardíaco e a oxigenação tecidual. À medida que a hipóxia se agrava e o feto descompensa, outros padrões mais preocupantes podem surgir, como desacelerações tardias, perda de variabilidade e, em casos extremos, bradicardia fetal ou padrão sinusoidal, que indicam sofrimento fetal grave e a necessidade de intervenção imediata. O reconhecimento desses padrões é fundamental para a segurança materno-fetal.
Um traçado normal inclui frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações e presença de acelerações.
A taquicardia fetal (FCF > 160 bpm por > 10 min) pode indicar hipóxia fetal inicial compensatória, febre materna, infecção intra-amniótica ou uso de drogas simpaticomiméticas.
Sinais de sofrimento fetal grave incluem bradicardia fetal persistente, desacelerações tardias repetitivas, variabilidade mínima ou ausente, e padrão sinusoidal.
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