Hipovitaminose D em Pediatria: Fatores de Risco e Manejo

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com o documento científico publicado pelo Departamento de Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria em novembro de 2024, abordando a hipovitaminose D em pediatria, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Aproximadamente 60% da vitamina D é proveniente da síntese cutânea após exposição solar e 40% é obtida por fontes alimentares.
  2. B) O leite materno possui concentrações adequadas de vitamina D, sendo a insuficiência incomum em lactentes em amamentação exclusiva.
  3. C) Durante períodos de crescimento acelerado, como no primeiro ano de vida e entre 9 e 18 anos de idade, há maior vulnerabilidade à hipovitaminose D.
  4. D) Os principais consensos nacionais e internacionais recomendam a triagem universal para hipovitaminose D e não apenas para grupos de risco.
  5. E) Na hipovitaminose D, a suplementação de cálcio é recomendada para todos os pacientes e a dose adequada é de 500 mg/dia de cálcio elementar.

Pérola Clínica

Períodos de crescimento acelerado (1º ano, 9-18 anos) ↑ vulnerabilidade à hipovitaminose D em crianças.

Resumo-Chave

O crescimento acelerado, como o que ocorre no primeiro ano de vida e durante a puberdade (9-18 anos), aumenta a demanda por vitamina D e cálcio, tornando esses períodos de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de hipovitaminose D em crianças e adolescentes.

Contexto Educacional

A hipovitaminose D em pediatria é uma condição comum e de grande importância clínica, pois a vitamina D é essencial para a saúde óssea, o crescimento e o desenvolvimento do sistema imunológico. Sua deficiência pode levar a raquitismo em crianças e osteomalácia em adolescentes, além de estar associada a outras condições de saúde. A maior parte da vitamina D é sintetizada na pele após exposição solar, sendo uma pequena parcela obtida pela dieta. No entanto, fatores como a latitude, estação do ano, uso de protetor solar e pigmentação da pele afetam a síntese cutânea. Períodos de crescimento acelerado, como o primeiro ano de vida e a adolescência (9-18 anos), aumentam a demanda por vitamina D, tornando esses grupos mais vulneráveis à deficiência. A suplementação de vitamina D é crucial em grupos de risco, como lactentes em aleitamento materno exclusivo. O leite materno não possui concentrações adequadas de vitamina D. As recomendações de suplementação variam conforme a idade e os fatores de risco. A triagem universal não é recomendada, sendo focada em grupos de risco. O manejo da hipovitaminose D envolve a suplementação adequada de vitamina D e, em casos de raquitismo grave, a suplementação de cálcio pode ser considerada, mas não é universalmente indicada para todos os pacientes com hipovitaminose D.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para hipovitaminose D em crianças?

Além dos períodos de crescimento acelerado, outros fatores de risco incluem baixa exposição solar, pele escura, obesidade, uso de certas medicações (anticonvulsivantes), doenças de má absorção intestinal e aleitamento materno exclusivo sem suplementação.

O leite materno fornece vitamina D suficiente para o lactente?

Não, o leite materno possui baixas concentrações de vitamina D, geralmente insuficientes para cobrir as necessidades do lactente. Por isso, a suplementação de vitamina D é recomendada para todos os lactentes em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento.

A triagem universal para hipovitaminose D é recomendada em pediatria?

Não, os principais consensos nacionais e internacionais não recomendam a triagem universal para hipovitaminose D em crianças e adolescentes saudáveis. A triagem é indicada apenas para grupos de risco específicos.

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