HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
De acordo com o documento científico publicado pelo Departamento de Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria em novembro de 2024, abordando a hipovitaminose D em pediatria, é correto afirmar:
Períodos de crescimento acelerado (1º ano, 9-18 anos) ↑ vulnerabilidade à hipovitaminose D em crianças.
O crescimento acelerado, como o que ocorre no primeiro ano de vida e durante a puberdade (9-18 anos), aumenta a demanda por vitamina D e cálcio, tornando esses períodos de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de hipovitaminose D em crianças e adolescentes.
A hipovitaminose D em pediatria é uma condição comum e de grande importância clínica, pois a vitamina D é essencial para a saúde óssea, o crescimento e o desenvolvimento do sistema imunológico. Sua deficiência pode levar a raquitismo em crianças e osteomalácia em adolescentes, além de estar associada a outras condições de saúde. A maior parte da vitamina D é sintetizada na pele após exposição solar, sendo uma pequena parcela obtida pela dieta. No entanto, fatores como a latitude, estação do ano, uso de protetor solar e pigmentação da pele afetam a síntese cutânea. Períodos de crescimento acelerado, como o primeiro ano de vida e a adolescência (9-18 anos), aumentam a demanda por vitamina D, tornando esses grupos mais vulneráveis à deficiência. A suplementação de vitamina D é crucial em grupos de risco, como lactentes em aleitamento materno exclusivo. O leite materno não possui concentrações adequadas de vitamina D. As recomendações de suplementação variam conforme a idade e os fatores de risco. A triagem universal não é recomendada, sendo focada em grupos de risco. O manejo da hipovitaminose D envolve a suplementação adequada de vitamina D e, em casos de raquitismo grave, a suplementação de cálcio pode ser considerada, mas não é universalmente indicada para todos os pacientes com hipovitaminose D.
Além dos períodos de crescimento acelerado, outros fatores de risco incluem baixa exposição solar, pele escura, obesidade, uso de certas medicações (anticonvulsivantes), doenças de má absorção intestinal e aleitamento materno exclusivo sem suplementação.
Não, o leite materno possui baixas concentrações de vitamina D, geralmente insuficientes para cobrir as necessidades do lactente. Por isso, a suplementação de vitamina D é recomendada para todos os lactentes em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento.
Não, os principais consensos nacionais e internacionais não recomendam a triagem universal para hipovitaminose D em crianças e adolescentes saudáveis. A triagem é indicada apenas para grupos de risco específicos.
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