IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Durante avaliação pediátrica de uma criança de 3 anos proveniente de área rural com baixo nível socioeconômico, observam-se sinais sugestivos de hipovitaminose A. No que se refere aos achados clínicos, manifestações oculares e critérios laboratoriais que caracterizam a deficiência grave de vitamina A nesta faixa etária, assinale a alternativa que apresenta corretamente o conjunto de alterações:
Xeroftalmia + Manchas de Bitot + Retinol < 0,35 µmol/L = Deficiência grave de Vitamina A.
A deficiência grave de vitamina A manifesta-se por alterações progressivas no epitélio ocular, culminando em ceratomalácia e cegueira irreversível.
A vitamina A (retinol) desempenha um papel crucial na manutenção da integridade dos epitélios e no ciclo visual (formação da rodopsina). Em áreas de vulnerabilidade socioeconômica, a hipovitaminose A é uma causa importante de morbimortalidade infantil e a principal causa evitável de cegueira na infância. O quadro clínico ocular, conhecido como xeroftalmia, inicia-se com a perda da adaptação ao escuro (cegueira noturna) e progride para alterações estruturais como a xerose e a ceratomalácia (amolecimento da córnea). O diagnóstico é eminentemente clínico em estágios avançados, mas a confirmação laboratorial por níveis de retinol sérico é fundamental para o rastreio e monitoramento epidemiológico.
As manchas de Bitot são áreas de descamação e queratinização da conjuntiva bulbar, geralmente com aspecto espumoso ou triangular. Elas são sinais patognomônicos de deficiência de vitamina A e indicam metaplasia escamosa do epitélio conjuntival.
Embora valores abaixo de 0,70 µmol/L sejam considerados baixos, níveis inferiores a 0,35 µmol/L (ou < 10 µg/dL) caracterizam uma deficiência grave de vitamina A, associada a alto risco de manifestações oculares graves e mortalidade infantil.
A xeroftalmia progride da cegueira noturna (XN) para xerose conjuntival (X1A), manchas de Bitot (X1B), xerose corneana (X2), úlcera corneana/ceratomalácia (X3A/X3B) e, finalmente, cicatriz corneana (XS).
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