Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Você identifica um nível sérico de vitamina D muito baixo em um escolar com fatores de risco de hipovitaminose D e que não faz uso de suplementação vitamínica. Qual o perfil laboratorial esperado e provável para esse paciente?
↓ Vitamina D → ↓ Cálcio iônico → ↑ PTH (Hiperparatireoidismo secundário) para manter calcemia.
A deficiência de vitamina D reduz a absorção intestinal de cálcio, levando ao aumento compensatório do PTH para mobilizar cálcio ósseo e manter os níveis séricos.
A vitamina D desempenha um papel central na homeostase do cálcio e na saúde esquelética. Em escolares, a deficiência pode ser assintomática inicialmente ou manifestar-se como dores ósseas e fraqueza muscular. O diagnóstico laboratorial baseia-se na dosagem de 25(OH)D, que é o melhor indicador dos estoques corporais. O aumento do PTH é a resposta fisiológica mais precoce e consistente à hipocalcemia iminente causada pela má absorção de cálcio. Este estado de hiperparatireoidismo secundário leva à perda de fósforo urinário, o que prejudica a mineralização da placa de crescimento e do osteoide, resultando no quadro clínico de raquitismo em crianças.
A vitamina D (calcitriol) é essencial para a absorção intestinal de cálcio. Quando seus níveis estão baixos, a absorção de cálcio cai, tendendo a reduzir a calcemia. As glândulas paratireoides detectam essa queda e aumentam a secreção de Paratormônio (PTH). O PTH atua nos ossos estimulando a reabsorção osteoclástica e nos rins aumentando a reabsorção de cálcio e a excreção de fósforo, caracterizando o hiperparatireoidismo secundário, que tenta normalizar o cálcio sérico.
Os achados clássicos incluem níveis baixos de 25-hidroxivitamina D, PTH elevado (hiperparatireoidismo secundário), fosfatase alcalina elevada (devido à atividade osteoblástica aumentada na tentativa de mineralização), fósforo sérico baixo (pela ação fosfatúrica do PTH) e cálcio sérico que pode estar normal ou baixo, dependendo do estágio da deficiência.
A fosfatase alcalina é um marcador de formação óssea. No raquitismo e na osteomalácia, a matriz óssea não mineralizada (osteoide) se acumula e a atividade osteoblástica aumenta na tentativa de compensar a fragilidade óssea, elevando os níveis séricos desta enzima. É um marcador sensível para monitorar a gravidade e a resposta ao tratamento da deficiência de vitamina D.
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