Perfil Laboratorial na Deficiência de Vitamina D

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Você identifica um nível sérico de vitamina D muito baixo em um escolar com fatores de risco de hipovitaminose D e que não faz uso de suplementação vitamínica. Qual o perfil laboratorial esperado e provável para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Dosagem elevada do hormônio da paratireoide.
  2. B) Níveis baixos de fosfatase alcalina.
  3. C) Fósforo sérico elevado.
  4. D) Cálcio sérico elevado.

Pérola Clínica

↓ Vitamina D → ↓ Cálcio iônico → ↑ PTH (Hiperparatireoidismo secundário) para manter calcemia.

Resumo-Chave

A deficiência de vitamina D reduz a absorção intestinal de cálcio, levando ao aumento compensatório do PTH para mobilizar cálcio ósseo e manter os níveis séricos.

Contexto Educacional

A vitamina D desempenha um papel central na homeostase do cálcio e na saúde esquelética. Em escolares, a deficiência pode ser assintomática inicialmente ou manifestar-se como dores ósseas e fraqueza muscular. O diagnóstico laboratorial baseia-se na dosagem de 25(OH)D, que é o melhor indicador dos estoques corporais. O aumento do PTH é a resposta fisiológica mais precoce e consistente à hipocalcemia iminente causada pela má absorção de cálcio. Este estado de hiperparatireoidismo secundário leva à perda de fósforo urinário, o que prejudica a mineralização da placa de crescimento e do osteoide, resultando no quadro clínico de raquitismo em crianças.

Perguntas Frequentes

Por que o PTH aumenta na deficiência de vitamina D?

A vitamina D (calcitriol) é essencial para a absorção intestinal de cálcio. Quando seus níveis estão baixos, a absorção de cálcio cai, tendendo a reduzir a calcemia. As glândulas paratireoides detectam essa queda e aumentam a secreção de Paratormônio (PTH). O PTH atua nos ossos estimulando a reabsorção osteoclástica e nos rins aumentando a reabsorção de cálcio e a excreção de fósforo, caracterizando o hiperparatireoidismo secundário, que tenta normalizar o cálcio sérico.

Quais são os achados laboratoriais típicos do raquitismo carencial?

Os achados clássicos incluem níveis baixos de 25-hidroxivitamina D, PTH elevado (hiperparatireoidismo secundário), fosfatase alcalina elevada (devido à atividade osteoblástica aumentada na tentativa de mineralização), fósforo sérico baixo (pela ação fosfatúrica do PTH) e cálcio sérico que pode estar normal ou baixo, dependendo do estágio da deficiência.

Qual a importância da fosfatase alcalina no diagnóstico?

A fosfatase alcalina é um marcador de formação óssea. No raquitismo e na osteomalácia, a matriz óssea não mineralizada (osteoide) se acumula e a atividade osteoblástica aumenta na tentativa de compensar a fragilidade óssea, elevando os níveis séricos desta enzima. É um marcador sensível para monitorar a gravidade e a resposta ao tratamento da deficiência de vitamina D.

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