Hipotonia Neonatal: Diferenciando Origem Central e Periférica

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Como diferenciar a hipotonia de origem central da de origem periférica no recém-nascido?

Alternativas

  1. A) Alterações faciais.
  2. B) Presença de clônus.
  3. C) Reflexos primitivos normais.
  4. D) Atraso no desenvolvimento.
  5. E) Pela presença de reflexos profundos.

Pérola Clínica

Hipotonia central = Reflexos normais/↑; Hipotonia periférica = Reflexos ↓/ausentes.

Resumo-Chave

A avaliação dos reflexos osteotendinosos (profundos) é o principal divisor de águas no diagnóstico diferencial do recém-nascido hipotônico.

Contexto Educacional

A abordagem do recém-nascido hipotônico é um desafio diagnóstico. A hipotonia central responde por cerca de 60-80% dos casos, incluindo encefalopatia hipóxico-isquêmica, síndromes genéticas (como Down e Prader-Willi) e erros inatos do metabolismo. A hipotonia periférica, embora menos comum, inclui condições graves como a Atrofia Muscular Espinhal (AME). O exame físico minucioso, focando na força muscular, simetria, reflexos osteotendinosos e nível de consciência, direciona os exames complementares (neuroimagem vs. eletroneuromiografia/testes genéticos). A presença de reflexos profundos normais em um bebê com postura em 'rã' é um forte indício de etiologia central.

Perguntas Frequentes

Quais as características da hipotonia central?

A hipotonia central (origem no SNC) geralmente se apresenta com reflexos profundos normais ou aumentados (após fase aguda), presença de outras malformações, convulsões, atraso cognitivo e reflexos primitivos que podem estar alterados ou persistentes. O 'floppy baby' central muitas vezes tem um 'alerta' preservado ou letargia profunda.

Como identificar a hipotonia periférica?

A hipotonia periférica (unidade motora: corno anterior da medula, nervo, placa ou músculo) caracteriza-se por reflexos profundos marcadamente diminuídos ou ausentes, fraqueza muscular significativa (muitas vezes maior que a hipotonia em si) e, em alguns casos, fasciculações de língua (como na AME tipo 1).

Por que os reflexos profundos são o melhor diferencial?

Porque eles testam a integridade do arco reflexo. Se o reflexo está presente ou exaltado, a via periférica está íntegra, sugerindo que o defeito na modulação do tônus vem de centros superiores (cérebro). Se o reflexo está ausente, o problema reside em algum ponto da via motora final.

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