PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Mulher de 67 anos de idade, com hipertensão arterial compensada em uso de 2 classes de medicações anti-hipertensivas. Fez avaliação de rotina com dosagem de TSH de 6,4 mUi/L (VR 0,45 - 4,50). Após 8 semanas repetiu TSH com resultado de 6,0 mUi/L (VR 0,45 - 4,5). De acordo com o Consenso Brasileiro para avaliação e tratamento do hipotireoidismo subclínico em adultos: recomendações do Departamento de Tireoide da SBEM, a conduta inicial para este caso é
Idoso > 65 anos com TSH 4,5-10 mUI/L → Acompanhamento clínico-laboratorial, não iniciar levotiroxina imediatamente.
Em pacientes idosos (> 65 anos) com hipotireoidismo subclínico (TSH entre 4,5 e 10 mUI/L), a conduta inicial geralmente é o acompanhamento clínico e laboratorial, sem iniciar tratamento com levotiroxina, devido aos riscos de supertratamento e benefícios incertos.
O hipotireoidismo subclínico é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada por TSH elevado com T4 livre normal. A prevalência aumenta com a idade, e em pacientes acima de 65 anos, níveis de TSH entre 4,5 e 10 mUI/L são frequentemente observados. A importância clínica e a necessidade de tratamento nesses casos são temas de debate e diretrizes específicas, como as do Consenso Brasileiro para avaliação e tratamento do hipotireoidismo subclínico em adultos da SBEM. O diagnóstico é laboratorial, com duas dosagens de TSH elevadas em um intervalo de 6-8 semanas. Em idosos, a elevação do TSH pode ser um achado fisiológico ou refletir uma disfunção tireoidiana leve e compensada. A decisão de tratar deve considerar a idade do paciente, comorbidades (especialmente cardíacas), presença de sintomas e o nível de TSH. O tratamento com levotiroxina em idosos pode levar a riscos de supertratamento, como fibrilação atrial e osteoporose. De acordo com as diretrizes atuais, para pacientes idosos (> 65-70 anos) com hipotireoidismo subclínico e TSH entre 4,5 e 10 mUI/L, a conduta inicial mais adequada é o acompanhamento clínico e laboratorial regular, sem iniciar a levotiroxina. O tratamento é geralmente reservado para TSH > 10 mUI/L ou para pacientes mais jovens e sintomáticos. A monitorização permite identificar progressão para hipotireoidismo franco ou a normalização espontânea do TSH.
É uma condição caracterizada por níveis elevados de TSH (acima do limite superior da normalidade), mas com níveis normais de T4 livre, e geralmente sem sintomas clínicos evidentes de hipotireoidismo franco.
Em idosos, o tratamento pode estar associado a riscos como arritmias cardíacas (fibrilação atrial), osteoporose e piora de condições cardiovasculares preexistentes, sem benefícios claros na melhora de sintomas ou desfechos clínicos, especialmente com TSH < 10 mUI/L.
Geralmente, o tratamento é considerado para TSH > 10 mUI/L, ou TSH entre 4,5-10 mUI/L em pacientes mais jovens, sintomáticos, com bócio ou com anticorpos anti-TPO positivos, ou em gestantes.
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