Hipotireoidismo Refratário: Investigação de Má Absorção
PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Enunciado
Homem, 42 anos de idade, diagnóstico de hipotireoidismo por tireoidite de Hashimoto há 3 anos. Iniciado reposição com levotiroxina (LT4) e, mesmo após ajustes da dose, não apresentou controle da doença, mantendo o TSH fora do alvo. Nega uso de outros medicamentos. Ao exame físico: peso 82 Kg, estatura 1,72 m, pele seca e fria, edema em face, unhas quebradiças, cabelo fino e voz rouca. Restante do exame físico está normal. Exames laboratoriais: TSH 59 mUI/L (VR 0,5 a 4,5 mUI/L); T4 livre 0,48 ng/dL (VR 0,8 a 1,8 ng/dL); em uso de LT4 400 mcg ao dia. Qual deve ser a melhor conduta e justificativa?
Alternativas
A) Indicar a associação do T3 25 mcg 2 vezes ao dia, pois não há controle do hipotireoidismo e paciente persiste sintomático em monoterapia.
B) Elevar a dose da LT4 em 100 mcg por mês até atingir meta de TSH, pois não há controle do hipotireoidismo com a dose atual.
C) Investigar outras causas de elevação de TSH como macro-TSH, uso de biotina e anticorpos heterófilos, pois não há controle do hipotireoidismo após dose alta da LT4 (maior que 2,5 a 3,0 mcg/kg).
D) Excluir doenças que interfiram na absorção da LT4 e pseudomalabsorção, pois não há controle do hipotireoidismo após dose elevada da LT4 (maior que 2,5 a 3,0 mcg/Kg).
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