Hipotireoidismo e Hashimoto: Diagnóstico e Manejo na APS

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

O hipotireoidismo é um agravo em saúde muito comum na população com prevalências estimadas de 4,1 casos/100.000 mulheres e 0,6 casos/100.000 homens no Reino Unido e, no estado de São Paulo, uma prevalência estimada de 6,6% da população adulta. A Tireoidite de Hashimoto, causa comum de hipotireoidismo, pode ser diagnosticada e manejada com sucesso no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Em relação ao hipotireoidismo, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pode ser classificado em primário, secundário e terciário dependendo incidência dos principais fatores de risco como ingestão de alimentos pobres em iodo, exposição à radioiodoterapia e tireoídectomia.
  2. B) Ganho de peso, rouquidão, intolerância ao frio, queda de cabelo taquicardia e reflexos tendinosos lentificados são algumas das manifestações do hipotireoidismo.
  3. C) O perfil de exames laboratoriais consistindo em TSH elevado, T4 livre reduzido e a presença de anticorpos anti-tireoperoxidase (TPO) corresponde ao perfil habitualmente encontrado na Tireoidite de Hashimoto.
  4. D) Não há indicação de iniciar tratamento para o hipotireoidismo subclínico independentemente dos níveis de TSH, devido aos riscos elevados da reposição de hormônio tireóideo em pacientes assintomáticos.

Pérola Clínica

Hipotireoidismo primário = ↑ TSH, ↓ T4 livre; Tireoidite de Hashimoto = ↑ TPO. Bradicardia é sintoma chave.

Resumo-Chave

O hipotireoidismo primário, como na Tireoidite de Hashimoto, é caracterizado por TSH elevado e T4 livre reduzido, com presença de anticorpos anti-TPO. Sintomas cardiovasculares incluem bradicardia, não taquicardia. O tratamento do hipotireoidismo subclínico é individualizado.

Contexto Educacional

O hipotireoidismo é uma condição endócrina comum, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos pela glândula tireoide. A Tireoidite de Hashimoto é a causa mais frequente de hipotireoidismo primário em regiões com suficiência de iodo, sendo uma doença autoimune que leva à destruição progressiva da tireoide. Sua prevalência é significativa na população adulta, especialmente em mulheres, e seu diagnóstico e manejo são frequentemente realizados na Atenção Primária à Saúde (APS). O diagnóstico do hipotireoidismo primário é laboratorial, com TSH elevado e T4 livre reduzido. Na Tireoidite de Hashimoto, a presença de anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO) e/ou anti-tireoglobulina confirma a etiologia autoimune. Os sintomas são inespecíficos e incluem fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo, rouquidão e, cardiovascularmente, bradicardia. É crucial diferenciar esses sintomas dos do hipertireoidismo. O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina. Para o hipotireoidismo subclínico (TSH elevado com T4 livre normal), a decisão de tratar é individualizada, considerando o nível de TSH, a presença de sintomas, a idade do paciente e a positividade dos anticorpos anti-TPO. O acompanhamento regular dos níveis hormonais é essencial para ajustar a dose e garantir o bem-estar do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do hipotireoidismo?

Os sintomas do hipotireoidismo são variados e inespecíficos, incluindo fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo, rouquidão, bradicardia e reflexos tendinosos lentificados.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da Tireoidite de Hashimoto?

O diagnóstico da Tireoidite de Hashimoto, a causa mais comum de hipotireoidismo primário, é feito pela dosagem de TSH (elevado), T4 livre (reduzido ou normal no subclínico) e pela presença de anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO) e/ou anti-tireoglobulina.

Quando o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado?

O tratamento do hipotireoidismo subclínico é indicado para pacientes com TSH persistentemente acima de 10 mUI/L, gestantes, mulheres que desejam engravidar, pacientes com sintomas sugestivos ou com TSH entre 4,5-10 mUI/L e anticorpos anti-TPO positivos.

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