São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 35 anos apresenta sintomas de cansaço, ganho de peso e intolerância ao frio. Ela possui histórico familiar de doenças autoimunes e, ao exame físico, nota-se uma leve hipertrofia da tireoide. Os exames laboratoriais confirmam níveis elevados de TSH e baixos de T4 livre. Qual é a conduta mais indicada para o manejo dessa paciente na Atenção Primária?
Hipotireoidismo primário: TSH ↑, T4 livre ↓ → iniciar levotiroxina e monitorar em 6 semanas.
A paciente apresenta quadro clínico e laboratorial clássico de hipotireoidismo primário, provavelmente de etiologia autoimune (Hashimoto, dado o histórico familiar). O tratamento inicial na atenção primária é a reposição hormonal com levotiroxina, com ajuste de dose baseado na resposta clínica e laboratorial.
O hipotireoidismo primário é uma das endocrinopatias mais comuns, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos pela glândula tireoide. Sua prevalência é maior em mulheres e aumenta com a idade, sendo a tireoidite de Hashimoto a causa mais frequente, especialmente em pacientes com histórico familiar de doenças autoimunes. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve a destruição da glândula tireoide, geralmente por processo autoimune, levando à diminuição da produção de T3 e T4. Em resposta, a hipófise aumenta a secreção de TSH na tentativa de estimular a tireoide, resultando em TSH elevado e T4 livre baixo. Os sintomas são inespecíficos e de início insidioso, o que pode atrasar o diagnóstico. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com queixas como fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio e alterações menstruais. O tratamento consiste na reposição diária de levotiroxina, um hormônio sintético idêntico ao T4. A dose é individualizada e ajustada para normalizar os níveis de TSH, que é o principal marcador de monitoramento. O acompanhamento regular na Atenção Primária é essencial para o ajuste da dose e para a avaliação da melhora sintomática, garantindo que o paciente atinja o estado eutireoideo e minimize os riscos de sub ou superdosagem.
Os sintomas comuns incluem fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo e bradicardia, refletindo a lentificação metabólica geral.
O diagnóstico é confirmado pela elevação do TSH (hormônio tireoestimulante) e pela redução dos níveis de T4 livre (tiroxina livre), indicando falha da glândula tireoide.
A conduta inicial é a reposição hormonal com levotiroxina, iniciando com uma dose padrão e ajustando-a com base na resposta clínica e nos níveis de TSH e T4 livre, geralmente reavaliados após 6 semanas.
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