SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Mulher, 45 anos de idade, apresenta-se na UBS com queixas de fadiga, ganho de peso não intencional, constipação e pele seca, há 3 meses. Refere sentir-se mais sensível ao frio nos últimos meses. Ao exame físico, observa-se FC: 50bpm, PA: 140x100mmHg. A palpação da tireoide revela aumento difuso da glândula, com textura granular e ausência de nódulos palpáveis. Demais exames segmentares sem alterações.Diante do quadro clínico, indique os níveis hormonais, mais provavelmente, encontrados neste caso:
Hipotireoidismo primário → TSH ↑ e T4 livre ↓, com sintomas como fadiga, ganho de peso e bradicardia.
O hipotireoidismo primário é caracterizado pela falha da glândula tireoide em produzir hormônios suficientes. Isso leva a um feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise, resultando em aumento do TSH na tentativa de estimular a tireoide, enquanto os níveis de T4 livre permanecem baixos.
O hipotireoidismo primário é uma condição endócrina comum, especialmente em mulheres de meia-idade, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos pela própria glândula. Sua prevalência aumenta com a idade e é crucial para a saúde pública devido ao impacto significativo na qualidade de vida e risco de complicações cardiovasculares se não tratado. A causa mais comum é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. A fisiopatologia envolve a destruição gradual do tecido tireoidiano, levando à diminuição da síntese de T3 e T4. Em resposta, a hipófise aumenta a secreção de TSH para tentar estimular a tireoide, resultando em TSH elevado e T4 livre baixo. O diagnóstico é laboratorial, com a dosagem desses hormônios, e a suspeita clínica é levantada por sintomas inespecíficos como fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, intolerância ao frio, bradicardia e, por vezes, hipertensão diastólica. O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina, ajustando a dose para normalizar os níveis de TSH e aliviar os sintomas. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a adesão e o monitoramento regular são essenciais para evitar complicações a longo prazo. É fundamental que residentes saibam identificar e manejar essa condição para otimizar o cuidado ao paciente.
Os principais sintomas incluem fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, sensibilidade ao frio, bradicardia e, em alguns casos, hipertensão diastólica. A tireoide pode estar aumentada difusamente.
No hipotireoidismo primário, espera-se encontrar níveis elevados de TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide) e níveis baixos de T4 livre (Tiroxina livre), devido à falha da glândula tireoide em produzir hormônios.
No hipotireoidismo primário, o TSH é elevado e o T4 livre é baixo. Já no hipotireoidismo secundário, que é causado por disfunção hipofisária, tanto o TSH quanto o T4 livre estariam baixos.
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