CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 50 anos consulta-se com queixas de cansaço, ganho de peso, pele seca e constipação. Os exames laboratoriais mostram TSH elevado e T4 livre diminuído. Qual das seguintes opções representa a abordagem inicial mais adequada?
Hipotireoidismo primário (TSH ↑, T4 livre ↓) → iniciar levotiroxina em dose baixa e titular gradualmente.
O hipotireoidismo primário, confirmado por TSH elevado e T4 livre diminuído, é tratado com reposição de levotiroxina. A dose inicial deve ser baixa e aumentada gradualmente, especialmente em pacientes mais velhos ou com comorbidades cardíacas, para evitar efeitos adversos e permitir a adaptação do organismo.
O hipotireoidismo é uma condição endócrina comum caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos, levando a uma desaceleração generalizada do metabolismo. O hipotireoidismo primário, a forma mais prevalente, é diagnosticado por níveis elevados de TSH e baixos de T4 livre, sendo a tireoidite de Hashimoto a causa mais comum. A prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres. Os sintomas do hipotireoidismo são variados e inespecíficos, incluindo fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, intolerância ao frio, bradicardia e alterações cognitivas. A fisiopatologia envolve a falha da glândula tireoide em produzir hormônios suficientes, resultando em feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise-tireoide e elevação do TSH. O tratamento padrão-ouro para o hipotireoidismo é a reposição hormonal com levotiroxina (T4 sintético). A abordagem inicial deve ser cautelosa, começando com uma dose baixa e aumentando gradualmente, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades cardiovasculares, para evitar complicações como arritmias. O objetivo é normalizar os níveis de TSH e aliviar os sintomas, com monitoramento regular dos níveis hormonais para ajuste da dose.
Os sintomas incluem fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo, bradicardia e alterações cognitivas.
O início em dose baixa e o aumento gradual minimizam o risco de efeitos adversos, como arritmias cardíacas, especialmente em pacientes idosos ou com doença cardiovascular preexistente, permitindo uma adaptação mais segura.
O monitoramento é feito principalmente pela dosagem do TSH, que deve ser avaliado 4-6 semanas após o início ou ajuste da dose, buscando normalização dos níveis.
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