UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Mulher de 45 anos, comparece ao ambulatório para mostrar exames de rotina. Encontra-se assintomática, praticando atividade física regularmente e seguindo rigorosamente as orientações dietéticas prescritas pela nutricionista. Apresenta os seguintes exames: Colesterol Total=286 mg/dl; HDL=48 mg/dl; LDL=190 mg/dl, Tg=240 mg/dl; TSH=23 um/L (VR=0,4-4,5); T4 Livre=0,6 pg/ml (VR=0,7-1,8). O tratamento neste momento é:
Hipotireoidismo (TSH ↑, T4 livre ↓) causa dislipidemia secundária; tratar com levotiroxina é a primeira linha.
O hipotireoidismo, mesmo subclínico, pode causar dislipidemia secundária, com elevação do colesterol total, LDL e triglicerídeos. O tratamento primário é a reposição hormonal com levotiroxina, que frequentemente normaliza o perfil lipídico, antes de considerar outras medicações.
O hipotireoidismo é uma condição endócrina comum, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos. Seus sintomas são variados e inespecíficos, mas a dislipidemia é uma manifestação laboratorial frequente, mesmo em casos subclínicos, e deve ser sempre investigada a causa secundária. A fisiopatologia da dislipidemia no hipotireoidismo envolve a redução da atividade da lipase lipoproteica e da expressão dos receptores de LDL, resultando em menor depuração de lipoproteínas ricas em triglicerídeos e colesterol. Os exames da paciente (TSH 23 um/L, T4 Livre 0,6 pg/ml) confirmam o hipotireoidismo primário, que é a causa mais provável da dislipidemia apresentada. O tratamento do hipotireoidismo é feito com levotiroxina, que deve ser iniciada e titulada até a normalização do TSH. A correção da função tireoidiana frequentemente leva à melhora significativa ou normalização do perfil lipídico. A introdução de estatinas ou fibratos para a dislipidemia deve ser postergada até a reavaliação do perfil lipídico após a otimização da dose de levotiroxina, evitando tratamentos desnecessários e polifarmácia.
O hipotireoidismo causa dislipidemia secundária ao reduzir a depuração de lipoproteínas, levando ao aumento do colesterol total, LDL e triglicerídeos. A correção do hipotireoidismo geralmente melhora significativamente o perfil lipídico.
O tratamento inicial é a reposição de levotiroxina para corrigir o hipotireoidismo, evidenciado pelo TSH elevado e T4 livre baixo. Após a normalização da função tireoidiana, o perfil lipídico deve ser reavaliado.
Estatinas ou fibratos devem ser considerados se a dislipidemia persistir após a normalização da função tireoidiana com levotiroxina e se o risco cardiovascular do paciente justificar, de acordo com as diretrizes de dislipidemia.
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