UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Diante de um paciente com diagnóstico de hipotiroidismo por tireoidite de Hashimoto, assinale a alternativa correta.
Hipotireoidismo por Hashimoto: T3 total/livre irrelevantes para diagnóstico e monitoramento inicial.
No hipotireoidismo primário, o diagnóstico é feito por TSH elevado e T4 livre baixo. As dosagens de T3 total e T3 livre não são úteis para o diagnóstico ou ajuste da dose de levotiroxina, pois o T3 pode estar normal devido à conversão periférica de T4.
O hipotireoidismo por Tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo primário, afetando predominantemente mulheres. Caracteriza-se pela destruição autoimune da glândula tireoide, levando à produção insuficiente de hormônios tireoidianos. É uma condição crônica que requer reposição hormonal contínua e monitoramento adequado para evitar complicações cardiovasculares e neurológicas. O diagnóstico é baseado na dosagem de TSH e T4 livre. TSH elevado e T4 livre baixo confirmam o hipotireoidismo primário. A presença de anticorpos anti-TPO e anti-Tg auxilia na confirmação da etiologia autoimune. É crucial entender que as dosagens de T3 total e T3 livre não são indicadas para o diagnóstico ou monitoramento da dose de levotiroxina, pois o T3 pode estar normal mesmo em pacientes hipotireoideos devido à conversão periférica de T4. O tratamento consiste na reposição diária de levotiroxina, com o objetivo de normalizar os níveis de TSH. A monitorização do TSH é realizada periodicamente para ajuste da dose, inicialmente a cada 4-8 semanas e, após estabilização, anualmente. A adição de T3 à levotiroxina não é rotineiramente recomendada e a monitorização de autoanticorpos não é necessária para o seguimento da doença após o diagnóstico.
O diagnóstico de hipotireoidismo primário é estabelecido pela dosagem de TSH elevado e T4 livre baixo. A presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg) confirma a etiologia autoimune, como na Tireoidite de Hashimoto.
As dosagens de T3 total e T3 livre não são úteis para o diagnóstico de hipotireoidismo primário porque o T3 pode permanecer normal por um tempo devido à conversão periférica de T4, mesmo com TSH elevado e T4 livre baixo. Sua utilidade é maior no hipertireoidismo.
Após o início ou ajuste da levotiroxina, a monitorização do TSH deve ser feita a cada 4-8 semanas até a estabilização da dose. Uma vez estabelecida a dose adequada, a monitorização pode ser anual ou a cada 6-12 meses, dependendo da estabilidade clínica.
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