INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma primigesta de 35 anos, com idade gestacional de 12 semanas, comparece a segunda consulta pré-natal no ambulatório de gestação de alto risco. Apresenta diabetes mellitus tipo 1 desde a infância e está adequadamente tratada. Em consulta anterior, queixou-se de fadiga, pele seca, queda de cabelo e obstipação. O médico realizou exame físico no qual notou a tireoide palpável, solicitou a realização de exames laboratoriais, cujos resultados mostraram TSH de 5,0 mcU/L (valor de referência [VR]: 0,3 a 4,0 mcU/L) e T4 livre de 0,6 ng/L (VR: 0,9 a 1,5 ng/L).Diante desse quadro clínico e do resultado dos exames, além de iniciar o tratamento com levotiroxina, até que se atinja a meta de tratamento o seguimento deve ser feito com dosagem mensal de
Hipotireoidismo gestacional: TSH é o principal marcador para ajuste de levotiroxina, monitorado mensalmente para evitar complicações como parto prematuro.
Em gestantes com hipotireoidismo, o TSH é o exame mais sensível para monitorar a resposta ao tratamento com levotiroxina e ajustar a dose. A meta de TSH varia por trimestre, e o controle adequado é crucial para prevenir desfechos adversos maternos e fetais, como o parto prematuro e o comprometimento do neurodesenvolvimento fetal.
O hipotireoidismo na gravidez é uma condição comum e de grande importância clínica, pois afeta tanto a saúde materna quanto o desenvolvimento fetal. A prevalência pode variar, mas o rastreamento é recomendado em grupos de risco, como pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou história de doença tireoidiana. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar os riscos associados. A fisiopatologia envolve a necessidade aumentada de hormônios tireoidianos na gestação, especialmente no primeiro trimestre, devido à estimulação pelo hCG e à transferência de T4 para o feto. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH e T4 livre, com valores de referência específicos para cada trimestre. A suspeita clínica deve surgir diante de sintomas inespecíficos como fadiga, obstipação e pele seca, que podem ser exacerbados na gravidez. O tratamento consiste na reposição com levotiroxina, com ajuste da dose para manter o TSH dentro das metas trimestrais. O monitoramento mensal do TSH é essencial para garantir a eficácia do tratamento e prevenir complicações como parto prematuro, pré-eclâmpsia e déficits neurocognitivos no feto. A educação da paciente sobre a importância da adesão e do seguimento é crucial.
As metas de TSH variam por trimestre: 1º trimestre < 2,5 mcU/L; 2º trimestre < 3,0 mcU/L; 3º trimestre < 3,5 mcU/L. É crucial manter o TSH dentro desses limites para otimizar os desfechos maternos e fetais.
O TSH é o marcador mais sensível da função tireoidiana e reflete a adequação da dose de levotiroxina. O T4 livre pode ser afetado por alterações nas proteínas carreadoras na gravidez, tornando o TSH mais confiável para ajuste da dose.
O hipotireoidismo não tratado na gestação está associado a maior risco de abortamento, pré-eclâmpsia, parto prematuro, descolamento prematuro de placenta e comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo fetal.
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