SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Com base nas recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), assinale a alternativa correta quanto ao rastreamento e ao tratamento do hipotireoidismo na gravidez.
Rastreamento universal de TSH em gestantes no 1º trimestre ou pré-gravídico, conforme SBEM/Febrasgo, é a conduta correta.
O rastreamento do hipotireoidismo na gravidez, preferencialmente com dosagem de TSH no início do primeiro trimestre ou no planejamento pré-gravídico, é recomendado pelas principais sociedades médicas para identificar e tratar precocemente a disfunção tireoidiana, prevenindo complicações maternas e fetais.
O hipotireoidismo na gravidez é uma condição de grande importância clínica devido aos seus potenciais impactos negativos tanto para a mãe quanto para o feto. A função tireoidiana materna é crucial para o desenvolvimento neurológico fetal, especialmente no primeiro trimestre, antes que a tireoide fetal esteja plenamente funcional e possa produzir seus próprios hormônios. As recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) preconizam o rastreamento universal do hipotireoidismo em gestantes, por meio da dosagem de TSH, preferencialmente no início do primeiro trimestre ou no planejamento pré-gravídico, em locais com recursos adequados. Isso contraria a ideia de rastrear apenas gestantes com fatores de risco, pois muitas mulheres assintomáticas podem ter a condição. O tratamento do hipotireoidismo, seja ele franco ou subclínico (dependendo dos níveis de TSH e da presença de autoanticorpos), é feito com levotiroxina. O objetivo é manter os níveis de TSH dentro das faixas de referência específicas para cada trimestre da gestação, garantindo um desenvolvimento fetal adequado e prevenindo complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro e comprometimento cognitivo na prole, o que é vital para a saúde materno-infantil.
O rastreamento universal permite identificar gestantes com disfunção tireoidiana subclínica ou franca que, se não tratada, pode levar a complicações maternas (pré-eclâmpsia, aborto) e fetais (desenvolvimento neurológico prejudicado), justificando a intervenção precoce.
Preferencialmente, a dosagem de TSH deve ser realizada no início do primeiro trimestre (até 8-10 semanas) ou, idealmente, no planejamento pré-gravídico, para permitir o tratamento oportuno e minimizar riscos.
A terapia é iniciada para hipotireoidismo franco e, em muitos casos, para hipotireoidismo subclínico, dependendo dos valores de TSH e da presença de anticorpos antitireoidianos, visando manter o TSH dentro da faixa de referência específica para a gestação.
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