UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
O hipotireoidismo ocorre em 0,2% a 1 % das grávidas em áreas com ingesta adequada de iodo e o hipertireoidismo ocorre em 0,05% a 0,2% das gestantes. Marque a opção INCORRETA:
Suplementação de iodo NÃO é necessária para gestantes em uso de levotiroxina, pois T4 já contém iodo.
A suplementação de iodo é crucial para gestantes em áreas com deficiência ou para garantir a ingestão adequada, mas é redundante e potencialmente prejudicial para quem já usa levotiroxina, que já fornece o hormônio tireoidiano completo.
A disfunção tireoidiana na gravidez é uma condição comum e de grande importância clínica, com prevalência significativa tanto para hipotireoidismo quanto para hipertireoidismo. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações maternas e fetais, como parto prematuro, pré-eclâmpsia, baixo peso ao nascer e comprometimento do desenvolvimento neurológico do feto. O reconhecimento precoce e a intervenção terapêutica são pilares para um desfecho gestacional favorável. O diagnóstico de disfunção tireoidiana na gestação baseia-se na dosagem de TSH e T4 livre, com valores de referência específicos para cada trimestre. O rastreamento universal de TSH ainda é controverso, mas é fortemente recomendado para gestantes com fatores de risco. A fisiopatologia envolve alterações hormonais e imunológicas próprias da gravidez, que podem descompensar uma tireoide previamente saudável ou agravar uma condição preexistente. O tratamento do hipotireoidismo é feito com levotiroxina, ajustando a dose para manter o TSH dentro da faixa alvo. Para o hipertireoidismo, propiltiouracil é a droga de escolha no primeiro trimestre, trocando para metimazol nos trimestres subsequentes. A suplementação de iodo é indicada para gestantes com ingestão inadequada, mas não para aquelas em uso de levotiroxina, pois o hormônio sintético já supre essa necessidade.
O hipotireoidismo materno não tratado está associado a maior risco de complicações gestacionais, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, pré-eclâmpsia e comprometimento do desenvolvimento neuropsicomotor fetal.
O rastreamento de TSH é recomendado para gestantes com fatores de risco, como obesidade mórbida, idade superior a 30 anos, diabetes tipo 1, história de doença tireoidiana ou autoimunidade.
A levotiroxina é o hormônio tireoidiano sintético que já contém iodo em sua estrutura. Portanto, a suplementação adicional de iodo seria redundante e não traria benefícios, podendo até ser prejudicial em excesso.
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