UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Recém-nascido masculino, com 27 dias de vida, é trazido por seus pais para revisão de puericultura. Os pais estão preocupados devido a um Teste do Pezinho alterado para hipotireoidismo. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta a ser adotada nesse caso.
Teste do Pezinho alterado para hipotireoidismo congênito → Confirmar com TSH e T4 livre séricos URGENTE.
Um resultado alterado no Teste do Pezinho para hipotireoidismo congênito (TSH elevado) exige confirmação imediata com dosagens séricas de TSH e T4 livre. O tratamento precoce é crucial para prevenir sequelas neurológicas.
O hipotireoidismo congênito é uma das doenças mais importantes rastreadas pelo Teste do Pezinho devido às suas graves consequências neurológicas se não tratado precocemente. A incidência é de aproximadamente 1:3.000 a 1:4.000 nascidos vivos, sendo mais comum em meninas. A triagem neonatal permite o diagnóstico e tratamento antes do surgimento dos sintomas clínicos, que muitas vezes são inespecíficos ou ausentes no período neonatal. A fisiopatologia envolve a deficiência na produção ou ação dos hormônios tireoidianos, essenciais para o desenvolvimento cerebral. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH em papel filtro (Teste do Pezinho), que, se alterado (geralmente > 10 mUI/L), exige confirmação com TSH e T4 livre séricos. Valores de TSH sérico > 20 mUI/L e T4 livre baixo são diagnósticos. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, idealmente antes dos 15 dias de vida, com levotiroxina oral. O prognóstico é excelente com tratamento adequado e precoce, garantindo desenvolvimento neuropsicomotor normal. O acompanhamento é realizado por endocrinologista pediátrico, com monitoramento regular dos níveis hormonais.
Após um Teste do Pezinho com TSH elevado, a conduta imediata é solicitar dosagens séricas de TSH e T4 livre para confirmar o diagnóstico de hipotireoidismo congênito.
A confirmação e o início do tratamento são urgentes para prevenir o retardo mental e outras sequelas neurológicas irreversíveis que podem ocorrer devido à deficiência de hormônios tireoidianos no período neonatal.
As causas mais comuns incluem disgenesia tireoidiana (agenesia, hipoplasia ou ectopia da tireoide), erros inatos da biossíntese hormonal e, mais raramente, hipotireoidismo central ou transitório.
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