PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Neonato nascido a termo, gestação e parto sem intercorrências apresenta hipotonia, icterícia prolongada, hérnia umbilical, macroglossia, constipação, dificuldade para mamar e fontanelas amplas. O diagnóstico deste bebê é
Hipotireoidismo congênito → hipotonia, icterícia prolongada, macroglossia, hérnia umbilical, constipação em neonato.
O hipotireoidismo congênito é uma causa importante de atraso no desenvolvimento se não tratado precocemente. A triagem neonatal (teste do pezinho) é fundamental para o diagnóstico precoce, pois muitos sintomas são inespecíficos no período neonatal.
O hipotireoidismo congênito é a deficiência hormonal mais comum ao nascimento, afetando cerca de 1 em cada 3.000 a 4.000 recém-nascidos. Sua importância clínica reside no potencial de causar retardo mental irreversível se não for diagnosticado e tratado precocemente, geralmente antes do primeiro mês de vida. A maioria dos casos é esporádica e decorre de disgenesia tireoidiana. A fisiopatologia envolve a deficiência de hormônios tireoidianos (T3 e T4), essenciais para o desenvolvimento cerebral e crescimento. Os sintomas neonatais são frequentemente sutis e inespecíficos, como hipotonia, letargia, icterícia prolongada, constipação, dificuldade de alimentação, macroglossia, hérnia umbilical e fontanelas amplas. A suspeita clínica é vital, mas o diagnóstico definitivo é feito pela triagem neonatal, que dosa o TSH e, em alguns programas, o T4. O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina oral, ajustada conforme os níveis de TSH e T4 livre. O prognóstico é excelente quando o tratamento é iniciado precocemente e mantido adequadamente, permitindo um desenvolvimento neuropsicomotor normal. O acompanhamento regular é necessário para monitorar os níveis hormonais e o desenvolvimento da criança.
Os sinais incluem hipotonia, icterícia prolongada, macroglossia, hérnia umbilical, constipação, dificuldade de alimentação e fontanelas amplas. Muitos são inespecíficos, ressaltando a importância da triagem.
O diagnóstico e tratamento precoces, idealmente antes dos 30 dias de vida, são cruciais para prevenir o comprometimento irreversível do desenvolvimento neurológico e cognitivo da criança.
É diagnosticado principalmente pela triagem neonatal (teste do pezinho) que dosa TSH e T4. A conduta inicial é a reposição hormonal com levotiroxina oral.
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