ENARE/ENAMED — Prova 2023
Em relação ao hipotireoidismo, é correto afirmar que
Hipotireoidismo por Hashimoto com Anti-TPO/Antitireoglobulina positivo → não repetir autoanticorpos no seguimento.
Uma vez que o diagnóstico de hipotireoidismo por Tireoidite de Hashimoto é estabelecido com autoanticorpos positivos, a repetição desses exames no seguimento não agrega valor clínico. Os níveis dos anticorpos podem flutuar e não se correlacionam diretamente com a função tireoidiana ou a necessidade de ajuste da dose de levotiroxina, que é guiada pelo TSH.
O hipotireoidismo é uma condição endócrina comum, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios tireoidianos. A causa mais frequente é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. O diagnóstico inicial envolve a dosagem de TSH e T4 livre, e a confirmação da etiologia autoimune pode ser feita pela pesquisa de autoanticorpos, como o Anti-TPO e a antitireoglobulina. No seguimento de pacientes com hipotireoidismo por Tireoidite de Hashimoto, uma vez que os autoanticorpos foram positivos e o diagnóstico etiológico está estabelecido, não há necessidade de repeti-los. Os níveis desses anticorpos podem flutuar e não fornecem informações adicionais para o ajuste da dose de levotiroxina, que é o tratamento padrão. O monitoramento da eficácia do tratamento é realizado primariamente pela dosagem do TSH, que deve ser mantido dentro da faixa de normalidade. Outros exames, como a dosagem de T3 reverso (rT3), não são essenciais na avaliação da função tireoidiana de rotina, sendo mais úteis em condições específicas como a síndrome do T3 baixo. Da mesma forma, a tireoglobulina sérica é um marcador para seguimento de câncer de tireoide, não para avaliação inicial de nódulos ou hipotireoidismo. A adição de T3 (tri-iodotironina) ao tratamento com levotiroxina (T4) ainda é controversa e não é considerada essencial para a maioria dos pacientes.
O diagnóstico de hipotireoidismo é feito principalmente pela dosagem do TSH (hormônio tireoestimulante) e T4 livre. Um TSH elevado com T4 livre baixo confirma o hipotireoidismo primário.
Após o diagnóstico de Tireoidite de Hashimoto com autoanticorpos positivos, a repetição desses exames não é recomendada porque seus níveis não se correlacionam com a gravidade da doença ou a resposta ao tratamento. O monitoramento é feito pelo TSH.
A tireoglobulina sérica é um marcador útil no seguimento de pacientes com câncer de tireoide diferenciado após tireoidectomia total, para detectar recorrência. Não é um exame de rotina na avaliação inicial de nódulos ou função tireoidiana.
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