SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Um paciente de 25 anos, vítima de politrauma grave com TCE e choque hipovolêmico por fratura pélvica, é submetido à cirurgia para controle de hemorragia. Durante a cirurgia, o anestesista opta por utilizar fluidos aquecidos para infundir no doente. Qual a principal vantagem dessa conduta?
Trauma grave + fluidos aquecidos → Previne hipotermia e coagulopatia (tríade letal: hipotermia, acidose, coagulopatia).
Em pacientes com trauma grave e choque hipovolêmico, a hipotermia é uma complicação séria que pode exacerbar a coagulopatia e a acidose metabólica, formando a "tríade letal". A infusão de fluidos aquecidos é uma medida crucial para prevenir ou corrigir a hipotermia, otimizando a função plaquetária e dos fatores de coagulação, e assim, prevenindo distúrbios de coagulação.
Pacientes vítimas de politrauma grave, especialmente aqueles com choque hipovolêmico e hemorragia significativa, estão em alto risco de desenvolver hipotermia. A hipotermia perioperatória é uma complicação comum e perigosa, que contribui para a "tríade letal" do trauma, composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. Essa tríade é um ciclo vicioso que aumenta a morbimortalidade. A fisiopatologia da coagulopatia induzida por hipotermia é multifatorial. Temperaturas corporais abaixo de 35°C afetam diretamente a função plaquetária, diminuindo sua agregação e adesão. Além disso, a atividade enzimática dos fatores da cascata de coagulação é reduzida, e a fibrinólise pode ser exacerbada. A acidose metabólica, frequentemente presente no choque, também contribui para o prejuízo da coagulação. A infusão de fluidos aquecidos é uma estratégia fundamental no manejo do paciente traumatizado para prevenir e reverter a hipotermia. Ao manter a normotermia, otimiza-se a função plaquetária e a atividade dos fatores de coagulação, minimizando o risco de sangramento excessivo e a necessidade de transfusões. Outras medidas incluem o aquecimento do ambiente, uso de cobertores térmicos e aquecedores de ar forçado, visando sempre a manutenção da temperatura corporal ideal para a recuperação do paciente.
A hipotermia é um componente da "tríade letal" do trauma (hipotermia, acidose e coagulopatia). Ela prejudica a função plaquetária, inibe a atividade dos fatores de coagulação e aumenta a fibrinólise, resultando em coagulopatia e agravando o sangramento.
A infusão de fluidos aquecidos é uma medida ativa para prevenir e tratar a hipotermia. Ao manter a normotermia, otimiza-se a cascata de coagulação, a função plaquetária e a atividade enzimática, reduzindo o risco de coagulopatia e hemorragia.
Além dos fluidos aquecidos, outras medidas incluem o uso de cobertores térmicos, aquecedores de ar forçado, manter o ambiente cirúrgico aquecido, e evitar a exposição prolongada do paciente. O aquecimento ativo é fundamental em todas as fases do atendimento ao traumatizado.
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