FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
A hipotermia terapêutica para um recém-nascido com encefalopatia hipóxico- isquêmica deve ser feita por quanto tempo?
EHI neonatal → Hipotermia terapêutica por 72 horas para neuroproteção.
A hipotermia terapêutica é um tratamento neuroprotetor padrão para recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) moderada a grave, e sua duração estabelecida é de 72 horas, seguida por um reaquecimento lento.
A encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é uma condição grave em recém-nascidos a termo ou próximo do termo, resultante da asfixia perinatal, que pode levar a danos neurológicos permanentes. A hipotermia terapêutica, ou resfriamento, é o único tratamento com evidências robustas de neuroproteção para esses bebês, reduzindo a mortalidade e a incidência de deficiência neurológica grave. É um tópico de alta relevância em neonatologia e frequentemente abordado em provas de residência. O protocolo padrão para a hipotermia terapêutica envolve o resfriamento do corpo total ou da cabeça do recém-nascido para uma temperatura central entre 33,0°C e 34,5°C. A duração estabelecida e comprovada por múltiplos ensaios clínicos randomizados é de 72 horas. Após esse período, o reaquecimento deve ser feito de forma lenta e gradual, geralmente a uma taxa de 0,5°C por hora, para evitar complicações como hipotensão e convulsões. Para o residente, é fundamental conhecer os critérios de elegibilidade para a hipotermia terapêutica, o manejo durante o resfriamento (monitorização, suporte hemodinâmico e respiratório, controle de convulsões) e as possíveis complicações. A intervenção precoce, idealmente dentro das primeiras 6 horas de vida após o evento asfíxico, é crucial para maximizar os benefícios neuroprotetores e melhorar o prognóstico neurológico a longo prazo desses pacientes.
A duração recomendada para a hipotermia terapêutica em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) é de 72 horas, seguida por um período de reaquecimento lento.
A hipotermia terapêutica atua reduzindo o metabolismo cerebral, diminuindo a demanda de oxigênio e glicose, inibindo processos inflamatórios e apoptóticos, e estabilizando a barreira hematoencefálica, protegendo o cérebro do dano secundário à asfixia.
Os critérios incluem idade gestacional ≥ 35 semanas, evidência de asfixia perinatal (pH < 7,0 ou déficit de base > 12 mmol/L nas primeiras horas de vida, ou Apgar baixo), e sinais de encefalopatia moderada a grave, idealmente iniciada nas primeiras 6 horas de vida.
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