UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Pacientes cirúrgicos estão suscetíveis a infecções de sítio cirúrgico e nosocomiais que podem ser prevenidas ou reduzidas quando há um empenho da equipe cirúrgica. Nesse sentido, uma condição que pode desfavorecer o desfecho cirúrgico no pós-operatório é
Hipotermia perioperatória → imunossupressão, coagulopatia, ↑ risco infecção sítio cirúrgico e mortalidade.
A hipotermia perioperatória é um fator de risco modificável que compromete a resposta imune, a coagulação e a cicatrização, aumentando significativamente a morbimortalidade pós-operatória, incluindo infecções de sítio cirúrgico.
A hipotermia perioperatória, definida como temperatura central abaixo de 36°C, é uma complicação comum em pacientes cirúrgicos, especialmente em procedimentos prolongados. Ela resulta da combinação de fatores como a exposição ao ambiente frio da sala cirúrgica, a administração de fluidos não aquecidos e a supressão da termorregulação pela anestesia. Os efeitos da hipotermia são sistêmicos e deletérios. Ela causa vasoconstrição periférica, o que diminui a perfusão tecidual e a entrega de oxigênio, prejudicando a cicatrização e a função imune. Além disso, a hipotermia afeta a cascata de coagulação, aumentando o risco de sangramento, e pode prolongar o tempo de recuperação anestésica. A imunossupressão induzida pela hipotermia é um fator chave para o aumento da incidência de infecções de sítio cirúrgico. A prevenção da hipotermia é uma medida crucial para otimizar os desfechos cirúrgicos. Estratégias incluem o uso de mantas térmicas ativas, aquecimento de fluidos intravenosos e de irrigação, e o monitoramento contínuo da temperatura corporal. A manutenção da normotermia é uma prática baseada em evidências que reduz significativamente a morbimortalidade pós-operatória e deve ser uma prioridade para toda a equipe cirúrgica.
Os principais riscos incluem aumento da incidência de infecções de sítio cirúrgico, coagulopatia com maior sangramento, prolongamento do tempo de recuperação anestésica, aumento da demanda miocárdica e maior tempo de internação.
A hipotermia causa vasoconstrição periférica, reduzindo o fluxo sanguíneo e a entrega de oxigênio e células imunes aos tecidos, além de prejudicar a função neutrofílica, comprometendo a resposta imune local.
Medidas incluem aquecimento ativo do paciente (mantas térmicas, colchões de ar quente), aquecimento de fluidos intravenosos e de irrigação, e manutenção de temperatura ambiente adequada na sala cirúrgica.
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