HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Em vigência de um paciente grave, em HIPOTERMIA, com temperatura corpórea central inferior a 35ºC, DEVEMOS:
Hipotermia grave: Corrigir distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos é essencial, não negligenciar.
Em pacientes com hipotermia grave, a correção ativa de distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos é fundamental para a recuperação e prevenção de complicações. Ignorar esses desequilíbrios pode levar a piora do quadro clínico e desfechos adversos.
A hipotermia grave, definida como temperatura corporal central inferior a 35ºC, é uma condição séria que afeta múltiplos sistemas orgânicos e requer manejo cuidadoso. Pode ser causada por exposição ambiental, doenças subjacentes ou iatrogenia. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para melhorar o prognóstico, que é frequentemente sombrio em casos de hipotermia profunda. A fisiopatologia da hipotermia envolve uma série de alterações sistêmicas. O sistema cardiovascular pode apresentar bradicardia, arritmias (fibrilação ventricular é um risco significativo abaixo de 28ºC) e hipotensão. O sistema nervoso central sofre depressão, levando a confusão e coma. Metabolicamente, há uma redução da taxa metabólica, mas também podem ocorrer acidose metabólica, distúrbios eletrolíticos (como hipercalemia ou hipocalemia) e alterações na glicemia. A coagulopatia é uma complicação grave, com disfunção plaquetária e inibição dos fatores de coagulação. O manejo da hipotermia grave inclui o reaquecimento gradual do paciente, que pode ser passivo externo (cobertores) ou ativo (fluidos aquecidos, lavagem gástrica/peritoneal, ECMO). É imperativo monitorar e corrigir ativamente os distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos, como acidose, hipo/hiperglicemia e desequilíbrios de eletrólitos, pois a não correção pode agravar o quadro. A coagulopatia deve ser gerenciada com cautela, evitando transfusões desnecessárias, mas estando preparado para sangramentos.
A hipotermia pode causar acidose metabólica, hiperglicemia inicial seguida de hipoglicemia, hipercalemia ou hipocalemia, e hipomagnesemia, exigindo monitoramento e correção cuidadosos.
A hipotermia inibe a cascata de coagulação, a função plaquetária e a atividade dos fatores de coagulação, levando a uma coagulopatia que aumenta o risco de sangramento.
Sim, a hipotermia grave pode induzir pancreatite aguda devido à isquemia e disfunção celular, sendo importante considerar a dosagem de amilase e lipase em casos suspeitos.
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