Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
O tratamento da hipotensão ortostática é desafiador e em geral envolve intervenções farmacológicas e não farmacológicas. Apenas está errado que:
Repleção volêmica com fluidos e sal é fundamental no tratamento da hipotensão ortostática.
A hipotensão ortostática é uma condição desafiadora, e a repleção do volume intravascular, tanto com fluidos quanto com sal, é uma medida não farmacológica fundamental para o seu controle. O aumento da ingestão de sal e líquidos ajuda a expandir o volume plasmático, melhorando a resposta pressórica à mudança de posição.
A hipotensão ortostática, definida como uma queda sustentada da pressão arterial sistólica de pelo menos 20 mmHg ou da diastólica de 10 mmHg dentro de três minutos após a mudança para a posição ortostática, é uma condição comum e debilitante. Seu tratamento é multifacetado, combinando abordagens não farmacológicas e farmacológicas. A fisiopatologia envolve uma falha nos mecanismos compensatórios que mantêm a pressão arterial ao se levantar, como a vasoconstrição periférica e o aumento do débito cardíaco. As intervenções não farmacológicas são a base do tratamento. A repleção do volume intravascular é crucial, e isso é alcançado através do aumento da ingestão de líquidos e, fundamentalmente, de sal. O sal ajuda a reter água, expandindo o volume plasmático e melhorando a resposta pressórica. Outras medidas incluem elevação da cabeceira da cama, uso de meias de compressão, evitar mudanças bruscas de posição e refeições volumosas. Quando as medidas não farmacológicas são insuficientes, pode-se recorrer a fármacos como a fludrocortisona, que aumenta a retenção de sódio e água, ou midodrina, um agonista alfa-1 adrenérgico. No entanto, o uso de fludrocortisona requer monitoramento cuidadoso devido ao risco de hipertensão supina. O residente deve estar apto a integrar essas diferentes estratégias para um manejo eficaz e seguro da hipotensão ortostática.
As medidas incluem aumento da ingestão de líquidos e sal, elevação da cabeceira da cama, uso de meias de compressão, evitar mudanças bruscas de posição, fracionar refeições e evitar álcool.
A fludrocortisona é um mineralocorticoide que aumenta a reabsorção de sódio e água nos rins, expandindo o volume intravascular e, consequentemente, elevando a pressão arterial.
A principal complicação é a hipertensão supina, que é o aumento excessivo da pressão arterial quando o paciente está deitado, podendo aumentar o risco cardiovascular.
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