Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
Midodrina, um agonista adrenorreceptor α1 periférico direto e seletivo, é um medicamento para o tratamento da hipotensão ortostática. Assim, o item referente à fisiopatologia correto é:
Hipotensão ortostática neurogênica = falha na liberação de norepinefrina → Midodrina (agonista α1) é fundamental.
A hipotensão ortostática neurogênica é causada por uma falha na liberação de norepinefrina pelos neurônios simpáticos, impedindo a vasoconstrição adequada ao se levantar. A midodrina, um agonista alfa-1 adrenérgico, atua mimetizando a norepinefrina e promovendo a vasoconstrição periférica.
A hipotensão ortostática neurogênica é uma condição debilitante caracterizada por uma queda significativa da pressão arterial ao se levantar, resultando em tontura, síncope e quedas. É comum em pacientes com disfunção autonômica e representa um desafio terapêutico, impactando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia central reside na falha do sistema nervoso simpático em liberar adequadamente a norepinefrina nas terminações nervosas periféricas em resposta à mudança postural. Essa deficiência impede a vasoconstrição compensatória necessária para manter o fluxo sanguíneo cerebral e a pressão arterial sistêmica adequada, levando aos sintomas de hipoperfusão. A Midodrina, um agonista adrenorreceptor α1 periférico direto e seletivo, é uma medicação chave no tratamento da hipotensão ortostática neurogênica. Ela atua mimetizando a ação da norepinefrina, promovendo a vasoconstrição e elevando a pressão arterial. O manejo também inclui medidas não farmacológicas, como aumento da ingestão de sal e líquidos, mas a Midodrina é fundamental quando os sintomas persistem.
A Midodrina é um pró-fármaco que é metabolizado em desglimidodrina, um agonista direto e seletivo dos receptores alfa-1 adrenérgicos periféricos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial, especialmente na posição ortostática.
Ao se levantar, o sistema nervoso simpático normalmente libera norepinefrina para causar vasoconstrição e manter a pressão arterial. Na falha de liberação, essa resposta é deficiente, levando à queda da pressão e sintomas como tontura e síncope.
As causas incluem doenças neurodegenerativas como Doença de Parkinson, atrofia de múltiplos sistemas, demência com corpos de Lewy, neuropatias autonômicas (ex: diabetes) e lesões da medula espinhal.
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