HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 72 anos de idade, vem ao ambulatório com queixa de tontura há 3 meses. Refere que esta é intermitente, ocorrendo principalmente ao mudar de posição, tendo duração de poucos minutos e sem fatores de melhora identificáveis. Tem história de hipertensão arterial sistêmica, diabetes tipo 2, fibromialgia e osteoporose. Ao exame, apresenta pressão arterial deitada de 121x84mmHg e sentada, após 3 minutos, de 110x70mmHg. Sem outras alterações. A prescrição dela pode ser vista a seguir: • Enalapril 10mg, 2 vezes por dia.; • Anlodipino 5mg, 2 vezes por dia.; • Hidroclorotiazida 25mg, uma vez por dia.; • Atenolol 25mg, uma vez por dia. • Metformina 850mg, 3 vezes por dia.; • Glibenclamida 60mg, 2 vezes por dia.; • Amitriptilina 25mg, uma vez por dia. • Vitamina D 14.000UI, uma vez por semana.; • Alendronato de cálcio 70mg, uma vez por semana. Assinale a alternativa correta com relação ao quadro de tontura apresentado pela paciente:
Tontura postural em idoso polimedicado com queda de PA ortostática → investigar hipotensão ortostática e otimizar hidratação.
A tontura em idosos, especialmente associada a mudanças posturais e polifarmácia, deve levantar a suspeita de hipotensão ortostática. A avaliação da pressão arterial em diferentes posições é fundamental. O manejo inicial inclui medidas não farmacológicas, como adequação da ingesta hídrica e revisão da medicação.
A tontura é uma queixa comum em idosos e pode ter múltiplas etiologias, sendo a hipotensão ortostática (HO) uma das mais prevalentes e clinicamente relevantes devido ao risco de quedas e suas consequências. A HO é definida como uma queda da pressão arterial sistólica de pelo menos 20 mmHg ou da diastólica de pelo menos 10 mmHg dentro de 3 minutos após a mudança da posição de deitada para em pé. A fisiopatologia da HO em idosos é multifatorial, envolvendo disfunção autonômica, diminuição da complacência vascular, hipovolemia e, frequentemente, polifarmácia. Medicamentos como anti-hipertensivos (diuréticos, betabloqueadores, vasodilatadores), antidepressivos tricíclicos e alfa-bloqueadores podem precipitar ou agravar o quadro. O tratamento da HO envolve a revisão da medicação, ajuste de doses, e medidas não farmacológicas como aumento da ingesta hídrica e de sal (se não houver contraindicação), elevação da cabeceira da cama, uso de meias de compressão e exercícios físicos. A educação do paciente sobre mudanças posturais lentas é fundamental.
A hipotensão ortostática é definida como uma queda da pressão arterial sistólica de pelo menos 20 mmHg ou da pressão arterial diastólica de pelo menos 10 mmHg, medida dentro de 3 minutos após a mudança da posição de deitada para em pé.
Diversos medicamentos podem causar ou agravar a hipotensão ortostática, incluindo anti-hipertensivos (diuréticos, betabloqueadores, vasodilatadores), antidepressivos tricíclicos, alfa-bloqueadores, antiparkinsonianos e alguns sedativos.
Além da hidratação adequada, outras medidas não farmacológicas incluem o aumento da ingesta de sal (se não houver contraindicação), elevação da cabeceira da cama, uso de meias de compressão, evitar mudanças posturais bruscas e realizar exercícios físicos regulares.
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