PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Homem de 72 anos, hipertenso, relata tonturas ao levantar-se. Está em uso de losartana e hidroclorotiazida. PA em decúbito de 120 x 80 mmHg e em ortostatismo de 90 x 60 mmHg. Qual a melhor conduta?
Hipotensão ortostática em idosos com anti-hipertensivos → revisar medicação, especialmente diuréticos.
A hipotensão ortostática é comum em idosos, especialmente com polifarmácia anti-hipertensiva. A queda significativa da PA ao ortostatismo, acompanhada de sintomas como tontura, sugere ajuste medicamentoso, sendo o diurético (hidroclorotiazida) um dos primeiros a ser considerado para redução ou suspensão devido ao seu efeito na volemia.
A hipotensão ortostática é uma condição comum e potencialmente grave em idosos, caracterizada por uma queda significativa da pressão arterial ao se levantar, resultando em tontura, fraqueza ou síncope. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de comorbidades, sendo um fator de risco importante para quedas e fraturas, impactando diretamente a qualidade de vida e a autonomia do paciente. A fisiopatologia envolve uma falha nos mecanismos compensatórios cardiovasculares que deveriam manter a pressão arterial durante a mudança de postura, como a vasoconstrição periférica e o aumento da frequência cardíaca. Em muitos casos, a etiologia é multifatorial, com destaque para a polifarmácia, especialmente o uso de diuréticos e outros anti-hipertensivos. O diagnóstico é clínico, baseado na história e na medida da pressão arterial em decúbito e ortostatismo, sendo crucial para a identificação precoce e manejo adequado. O tratamento da hipotensão ortostática deve ser individualizado, focando na identificação e correção das causas subjacentes. A revisão e ajuste da medicação são frequentemente a primeira linha de intervenção, com a suspensão ou redução de diuréticos e outros agentes hipotensores. Medidas não farmacológicas, como aumento da ingestão de líquidos, elevação da cabeceira da cama e uso de meias de compressão, também são importantes. O prognóstico melhora significativamente com o manejo adequado, reduzindo o risco de complicações e melhorando a segurança do paciente.
A hipotensão ortostática é diagnosticada por uma queda da pressão arterial sistólica de ≥ 20 mmHg ou da diastólica de ≥ 10 mmHg dentro de 3 minutos após a mudança de decúbito para ortostatismo, acompanhada de sintomas como tontura ou síncope.
A conduta inicial envolve a revisão e ajuste da medicação, priorizando a redução ou suspensão de fármacos que sabidamente causam hipotensão, como diuréticos, alfa-bloqueadores e alguns vasodilatadores, sempre sob orientação médica.
Em idosos, as principais causas incluem disfunção autonômica, desidratação, uso de múltiplos medicamentos (anti-hipertensivos, antidepressivos, diuréticos) e condições cardiovasculares como insuficiência cardíaca ou arritmias.
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