HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
No diabetes, a hipotensão ortostática (HO) ocorre, frequentemente, consiste em redução da PA sistólica, de pelo menos 20 mmHg, ou da PA diastólica, de pelo menos 10 mmHg, em 1 a 3 minutos após se assumir posição ortostática. Sendo correto que:
HO no diabetes = denervação simpática vasomotora eferente → ↓ vasoconstrição.
A hipotensão ortostática no diabetes é uma manifestação da neuropatia autonômica diabética. Ela ocorre devido à falha do sistema nervoso simpático em promover a vasoconstrição adequada dos leitos vasculares esplâncnico e periférico em resposta à mudança postural, resultando na queda da pressão arterial.
A hipotensão ortostática (HO) é uma complicação comum e debilitante do diabetes mellitus, especialmente em pacientes com doença de longa data e mau controle glicêmico. Ela é uma manifestação da neuropatia autonômica diabética, que afeta o sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação involuntária de diversas funções corporais, incluindo a pressão arterial. A fisiopatologia da HO no diabetes reside principalmente na disfunção do sistema nervoso simpático eferente. Em condições normais, ao se levantar, barorreceptores detectam a queda da pressão arterial e ativam o sistema simpático, que promove vasoconstrição periférica e esplâncnica, aumentando o débito cardíaco e mantendo a pressão. No diabético com neuropatia autonômica, essa resposta vasoconstritora é deficiente ou ausente devido à denervação simpática, resultando em acúmulo de sangue nas extremidades inferiores e vísceras, e consequente queda da pressão arterial cerebral. O diagnóstico da HO é feito pela medida da pressão arterial em decúbito e após 1 e 3 minutos em ortostatismo. O manejo envolve medidas não farmacológicas, como hidratação adequada, elevação da cabeceira da cama, uso de meias de compressão e evitar mudanças bruscas de posição. Em casos refratários, podem ser utilizados fármacos como fludrocortisona ou midodrina. O reconhecimento e manejo da HO são cruciais para prevenir quedas, síncopes e melhorar a qualidade de vida dos pacientes diabéticos.
A neuropatia autonômica diabética afeta as fibras nervosas simpáticas eferentes que inervam os vasos sanguíneos. Essa denervação impede a resposta vasoconstritora normal em leitos vasculares como o esplâncnico e periférico quando o indivíduo assume a posição ortostática, levando à queda da pressão arterial.
Os sintomas incluem tontura, vertigem, visão turva, fraqueza, fadiga e, em casos graves, síncope ao se levantar. Podem ser exacerbados após refeições ou exercícios, e frequentemente são mais intensos pela manhã.
A hipotensão ortostática é definida como uma redução da pressão arterial sistólica de pelo menos 20 mmHg, ou da pressão arterial diastólica de pelo menos 10 mmHg, dentro de 1 a 3 minutos após a mudança da posição supina para a ortostática.
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