HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Em relação às hipospadias, é correto afirmar:
Hipospadia: forma mais comum é a glandar; casos proximais com testículos não palpáveis → investigar genitália ambígua.
A hipospadia é uma anomalia congênita em que o meato uretral se localiza ventralmente em relação à sua posição normal. A forma glandar, onde o meato está na glande, é a mais frequente. O diagnóstico é clínico, e a necessidade de cirurgia depende da gravidade e da presença de cordee (curvatura peniana).
A hipospadia é uma malformação congênita do pênis caracterizada pela abertura do meato uretral em uma posição ventral e mais proximal do que o normal, na face inferior do pênis, escroto ou períneo. É uma das anomalias congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino, com uma incidência de aproximadamente 1 em cada 250-300 nascidos vivos. A condição resulta de um desenvolvimento incompleto da uretra e do prepúcio durante a embriogênese. A classificação da hipospadia é baseada na localização do meato uretral ectópico, variando de formas distais (glandar, coronal, subcoronal) a proximais (peniana média, penoescrotal, escrotal, perineal). A hipospadia glandar, onde o meato se abre na glande, é a forma mais frequente. O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado através do exame físico do recém-nascido ou lactente. Exames complementares como a uretrografia são raramente necessários, sendo reservados para casos complexos ou para investigar outras anomalias do trato urinário superior. O tratamento da hipospadia é predominantemente cirúrgico, com o objetivo de reposicionar o meato uretral na ponta da glande, corrigir qualquer curvatura peniana (cordee) e reconstruir a pele do pênis para um aspecto estético e funcional adequado. No entanto, nem todos os casos requerem cirurgia; hipospadias distais leves sem cordee significativo podem ser apenas observadas. Em hipospadias proximais, especialmente quando associadas a testículos não palpáveis, é crucial investigar a possibilidade de distúrbios do desenvolvimento sexual (genitália ambígua) para um manejo adequado.
As hipospadias são classificadas de acordo com a localização do meato uretral. As formas distais, como a glandar e a coronal, são as mais comuns, representando cerca de 70% dos casos.
A cirurgia é geralmente indicada para hipospadias que causam problemas funcionais (dificuldade para urinar em pé, ejaculação) ou estéticos, ou quando há curvatura peniana (cordee) significativa. Hipospadias distais leves podem não necessitar de intervenção.
Em casos de hipospadia proximal (penoescrotal, escrotal ou perineal) associada a testículos não palpáveis, é mandatória a investigação de distúrbios do desenvolvimento sexual (genitália ambígua) devido ao risco de anomalias cromossômicas ou hormonais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo