DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
A hipospádia é descrita como uma malformação em que o óstio uretral se encontra em região atípica na face ventral do pênis. A correção cirúrgica costuma ser necessária para restaurar a anatomia e é indicada após os 06 meses de idade. Sobre a hipospádia ilustrada abaixo, assinale a correta.
Hipospádia proximal/grave → investigar distopia testicular e distúrbios da diferenciação do sexo (DDS).
Hipospádias mais proximais, como a escrotal ou perineal, ou aquelas acompanhadas de outras anomalias genitais (como distopia testicular), têm maior risco de estarem associadas a distúrbios da diferenciação do sexo. Nesses casos, uma investigação endócrina e genética é fundamental para um manejo adequado e precoce.
A hipospádia é uma das malformações congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino, caracterizada pela abertura da uretra em uma posição ventral atípica no pênis. Sua prevalência varia, mas estima-se que afete cerca de 1 em cada 200-300 nascidos vivos do sexo masculino. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a função urinária, sexual e a autoestima do indivíduo. A fisiopatologia envolve uma falha na fusão dos pregas uretrais durante o desenvolvimento embrionário, influenciada por fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é clínico, mas a avaliação de hipospádias proximais ou graves deve incluir a pesquisa de distopia testicular e distúrbios da diferenciação do sexo (DDS), devido à maior incidência de anomalias endócrinas e genéticas associadas. A presença de criptorquidia concomitante é um forte indicativo para investigação de DDS. O tratamento é cirúrgico, visando restaurar a anatomia e a função, geralmente realizado entre 6 e 18 meses de idade. A técnica cirúrgica varia conforme a gravidade e localização da hipospádia. O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como fístulas uretrocutâneas ou estenoses podem ocorrer, exigindo reintervenções. O acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a função urinária e sexual.
Sinais de alerta incluem hipospádia proximal (penoescrotal, escrotal ou perineal), criptorquidia unilateral ou bilateral, genitália ambígua, ou outras anomalias congênitas. Nesses casos, a investigação deve ser aprofundada com cariótipo e avaliação hormonal.
A correção cirúrgica da hipospádia é geralmente indicada após os 6 meses de idade, idealmente entre 6 e 18 meses. Isso permite um desenvolvimento peniano adequado e minimiza o trauma psicológico para a criança.
A hipospádia é classificada de acordo com a localização do óstio uretral na face ventral do pênis: distal (glandular, coronal, subcoronal), média (peniana) ou proximal (penoescrotal, escrotal, perineal). A classificação é crucial para determinar a complexidade cirúrgica e o risco de associações com outras malformações ou distúrbios da diferenciação do sexo.
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