Hipopotassemia Pós-Operatória: Manejo e Reposição Segura

Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 60 anos, operado em caráter de emergência por quadro suboclusivo intestinal (Tumor de ceco), tendo sido realizada colectomia D com ileostomia terminal. No quinto dia de pós-operatório encontrava-se estável, já em programação de alta hospitalar quando houve piora clínica, apresentando náuseas, vômitos, distensão abdominal e câimbras. O paciente estava em REG, afebril, hipocorado +/3 e desidratado ++/4. Abdome moderadamente distendido, timpânico, sem sinais de peritonismo, estoma bem perfundido, funcional, porém com volume diminuído em relação às últimas 48h, chamando atenção para os RHA (ruídos hidroaéreos) hipoativos. Considerando o quadro decorrente de íleo paralítico como hipótese, e que o principal eletrólito alterado no controle laboratorial foi o potássio, com níveis séricos de 2,3 mEq/L, podemos considerar das alternativas abaixo, qual a correta?

Alternativas

  1. A) Por tratar-se de hipopotassemia leve, a correção do distúrbio em questão deve ser realizada por via oral, considerando a necessidade diária basal de 5-a 10 mEq/Kg/dia com reposição oral média recomendada de 100 mEq/dia.
  2. B) A concentração máxima de K+ administrada não deve ultrapassar 40mEq/L em veias periféricas e 60mEq/L em acesso central.
  3. C) A velocidade de infusão durante a reposição, independente de via periférica ou central, não deve ultrapassar 60mEq/h, como também ser mantido para não interferir nas metas calculadas para o nível plasmático.
  4. D) Em situações de hipopotassemia ref - deve ser verificado, pois ele interfere como cofator da Na+-k+-ATPase.

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