CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
A presença de hipoperfusão em pacientes com Covid-19 também compromete o funcionamento de outros órgãos e necessita de abordagem adequada. Podemos indicar como correto que:
Pacientes com Covid-19 e hipoperfusão (hipotensão ou outros sinais) → Reposição volêmica com cristaloides é a conduta inicial.
Em pacientes com Covid-19 que apresentam hipotensão ou outros sinais de hipoperfusão (como tempo de enchimento capilar prolongado, oligúria, alteração do estado mental), a reposição volêmica com cristaloides é a primeira medida para restaurar a perfusão tecidual e otimizar a hemodinâmica.
A infecção por Covid-19 pode levar a um espectro de gravidade clínica, desde casos leves até quadros graves com disfunção de múltiplos órgãos e choque. A hipoperfusão é uma complicação séria que compromete o funcionamento de diversos órgãos e exige uma abordagem rápida e adequada. Ela pode ser resultado de choque séptico (devido à resposta inflamatória sistêmica), choque cardiogênico, hipovolêmico ou obstrutivo, sendo o choque distributivo (séptico) o mais comum em casos graves de Covid-19. O reconhecimento precoce da hipoperfusão é fundamental. Os sinais incluem hipotensão (pressão arterial baixa), mas também outros indicadores de má perfusão tecidual, como tempo de enchimento capilar prolongado, pele marmórea, oligúria e alteração do nível de consciência. A presença de qualquer um desses sinais deve alertar o clínico para a necessidade de intervenção imediata para restaurar a perfusão e a oxigenação dos tecidos. A conduta inicial para pacientes com hipoperfusão, independentemente da causa subjacente (seja hipotensão ou outros sinais), é a reposição volêmica com cristaloides. Soluções como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato são as preferidas para expandir o volume intravascular. A fluidoterapia deve ser administrada em bolus e reavaliada continuamente, monitorando a resposta do paciente e evitando a sobrecarga hídrica, que pode ser prejudicial, especialmente em pacientes com comprometimento pulmonar grave. Em casos de não resposta a fluidos, o uso de vasopressores pode ser necessário.
Os sinais de hipoperfusão incluem hipotensão arterial, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pele fria e pegajosa, oligúria (débito urinário <0,5 mL/kg/h), alteração do estado mental e acidose metabólica (lactato elevado). A presença de um ou mais desses sinais indica a necessidade de intervenção imediata.
A reposição volêmica com cristaloides (como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) é a conduta inicial porque visa restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual. Em pacientes com hipoperfusão, há uma redução do volume circulante efetivo, e os cristaloides são eficazes e seguros para expandir esse volume, melhorando a hemodinâmica e a oxigenação dos órgãos.
A reposição volêmica excessiva pode levar a complicações como edema pulmonar (especialmente em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo - SDRA), sobrecarga cardíaca, edema periférico e disfunção orgânica. Por isso, a fluidoterapia deve ser guiada por parâmetros de resposta a fluidos e reavaliada continuamente para evitar danos.
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