IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Quanto às doenças da tireoide e paratireoide na gravidez, pode-se afirmar que
Hipoparatireoidismo na gravidez → reposição de cálcio, vitamina D e, se necessário, magnésio.
O tratamento do hipoparatireoidismo na gravidez visa manter a normocalcemia materna e fetal, sendo a reposição de cálcio e vitamina D fundamental. Em alguns casos, a deficiência de magnésio pode agravar a hipocalcemia, justificando sua reposição conjunta.
As doenças da tireoide e paratireoide na gravidez representam um desafio clínico significativo, exigindo manejo cuidadoso para garantir a saúde materno-fetal. Alterações hormonais fisiológicas da gestação podem mimetizar ou exacerbar disfunções tireoidianas e paratireoidianas, tornando o diagnóstico e tratamento precisos ainda mais complexos. O conhecimento aprofundado dessas condições é vital para residentes, pois impactam diretamente o desenvolvimento fetal e o bem-estar materno. O hiperparatireoidismo primário na gestação, caracterizado por níveis elevados de PTH e hipercalcemia, pode levar a complicações graves. Já o hipotireoidismo materno, se não tratado, está associado a desfechos adversos como pré-eclâmpsia e comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo fetal. No hipertireoidismo, a monitorização dos anticorpos TRAb é fundamental para prever o risco de disfunção tireoidiana neonatal, e o uso de tionamidas deve ser cuidadosamente ponderado, com o propiltiouracil (PTU) sendo geralmente preferido no primeiro trimestre. O tratamento do hipoparatireoidismo na gravidez foca na reposição de cálcio e vitamina D para manter a normocalcemia, prevenindo tetania materna e hipocalcemia fetal. Em alguns casos, a reposição de magnésio também pode ser necessária. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes das particularidades de cada condição e das opções terapêuticas seguras e eficazes para otimizar os resultados materno-fetais.
A determinação sérica dos anticorpos antirreceptores de TSH (TRAb) é crucial para avaliar o risco de hipertireoidismo ou hipotireoidismo neonatal, pois esses anticorpos podem cruzar a placenta e afetar a tireoide fetal.
O hiperparatireoidismo primário na gestação pode levar a complicações maternas como nefrolitíase e hiperemese, e fetais como retardo de crescimento intrauterino, prematuridade e hipocalcemia neonatal.
O PTU é preferido no primeiro trimestre devido ao menor risco de malformações congênitas em comparação com o tiamazol, embora o tiamazol seja geralmente preferido no segundo e terceiro trimestres devido ao menor risco de hepatotoxicidade materna.
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