Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Sobre equilíbrio hidroeletrolítico do paciente cirúrgico, assinale a alternativa correta.
Hiponatremia é a alteração eletrolítica mais comum no pós-operatório devido à SIADH e infusão de fluidos hipotônicos.
A hiponatremia é a disfunção eletrolítica mais frequente no período pós-operatório, muitas vezes precipitada pela liberação de ADH (hormônio antidiurético) em resposta ao estresse cirúrgico (SIADH) e pela administração excessiva de fluidos hipotônicos, resultando em diluição do sódio sérico.
O manejo do equilíbrio hidroeletrolítico é um dos pilares do cuidado perioperatório, essencial para a recuperação do paciente cirúrgico. O estresse cirúrgico, a perda de fluidos, a administração de medicamentos e as alterações hormonais podem levar a desequilíbrios significativos, sendo crucial o monitoramento e a correção adequados. A hiponatremia é, de fato, a alteração eletrolítica mais comum no período pós-operatório. Isso ocorre devido a uma combinação de fatores, incluindo a liberação aumentada de hormônio antidiurético (ADH) em resposta ao estresse, dor, náuseas e certos medicamentos, além da administração de fluidos intravenosos hipotônicos. O ADH promove a retenção de água livre, diluindo o sódio sérico. Outras alternativas são incorretas: um débito urinário acima de 300 mL/h é excessivo e não é o objetivo; a reposição de potássio e cálcio não é rotineira no pós-operatório imediato para todos os pacientes, sendo guiada por exames laboratoriais e condições específicas. A compreensão desses distúrbios é vital para prevenir complicações graves como edema cerebral e arritmias cardíacas.
A hiponatremia pós-operatória é frequentemente causada pela liberação de hormônio antidiurético (ADH) em resposta ao estresse cirúrgico, dor e náuseas, levando à retenção de água livre. A infusão de fluidos hipotônicos também contribui para a diluição do sódio sérico.
Um débito urinário adequado para um paciente cirúrgico geralmente é de 0,5 a 1 mL/kg/hora, o que para um adulto médio seria em torno de 30-50 mL/hora. Débitos muito acima de 300 mL/h (como na alternativa A) são excessivos e podem indicar poliúria patológica ou sobrecarga hídrica.
A reposição de potássio não é rotineira no pós-operatório imediato, sendo indicada apenas se houver hipopotassemia documentada. Da mesma forma, a reposição de cálcio é feita apenas em casos de hipocalcemia, que não é uma alteração eletrolítica comum em todos os pacientes cirúrgicos.
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