Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Uma mulher de 52 anos, previamente saudável, é submetida a histerectomia total abdominal por miomatose uterina. Permaneceu muito tempo em jejum antes e após a cirurgia, desenvolvendo distúrbio hidroeletrolítico. A causa mais comum desse distúrbio é:
Jejum prolongado + cirurgia → ↑ ADH → hiponatremia dilucional (mais comum).
A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais comum no pós-operatório, frequentemente devido à secreção não osmótica de ADH (hormônio antidiurético) em resposta ao estresse cirúrgico, dor e uso de fluidos hipotônicos, levando à retenção de água e diluição do sódio sérico.
Distúrbios hidroeletrolíticos são complicações frequentes no período pós-operatório, especialmente em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte ou que permanecem em jejum prolongado. A hiponatremia é o distúrbio mais comum e clinicamente relevante, sendo um tema crucial para residentes e profissionais que atuam em ambientes cirúrgicos. Sua compreensão é vital para a segurança do paciente e para evitar morbimortalidade. A fisiopatologia da hiponatremia pós-operatória envolve principalmente a secreção inadequada de hormônio antidiurético (ADH), também conhecida como Síndrome de Secreção Inapropriada de ADH (SIADH). O estresse cirúrgico, dor, náuseas, certos medicamentos (opioides) e a própria manipulação cirúrgica podem estimular a liberação de ADH, levando à retenção de água livre e diluição do sódio sérico. A administração de fluidos hipotônicos (como soro glicosado 5%) nesse cenário agrava o quadro. O manejo da hiponatremia pós-operatória depende da sua gravidade e velocidade de instalação. Em casos leves, restrição hídrica pode ser suficiente. Em hiponatremia sintomática grave, a administração cuidadosa de solução salina hipertônica é indicada para elevar o sódio sérico lentamente e evitar a síndrome de desmielinização osmótica. A prevenção, através do uso judicioso de fluidos isotônicos e monitoramento dos eletrólitos, é sempre a melhor abordagem.
No pós-operatório, o estresse cirúrgico, a dor e certos medicamentos estimulam a secreção não osmótica do hormônio antidiurético (ADH), levando à retenção de água livre e diluição do sódio sérico, especialmente se fluidos hipotônicos forem administrados.
Os sintomas variam de inespecíficos (náuseas, vômitos, cefaleia) a graves (confusão mental, convulsões, coma), dependendo da gravidade e da velocidade de instalação da hiponatremia.
A prevenção envolve uma avaliação cuidadosa do balanço hídrico, uso criterioso de fluidos intravenosos (preferindo soluções isotônicas), monitoramento regular dos eletrólitos séricos e manejo adequado da dor e náuseas para reduzir o estímulo ao ADH.
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