Hiponatremia Hipovolêmica: Diagnóstico e Manejo Inicial

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020

Enunciado

Admitida na UTI geral de um hospital, paciente de 68 anos, sexo feminino, hipertensa há mais de 20 anos, com quadro de queda do estado geral, sonolência, diarreia de início há 2 dias, com grande volume e vários episódios de evacuação por dia. Pressão Arterial de 100/50 mmHg. Os exames mostraram Na = 119; K = 3,0; HTC = 38%; Hb = 13,0, Leucócitos = 12500 com 5% de Bastões e plaquetas = 250.000; Uréia = 75; Creatinina = 1,6; glicose = 70; Peso 60 Kg. Assinale a alternativa que melhor explica o distúrbio do sódio e a conduta para este paciente:

Alternativas

  1. A) trata-se de uma Hiponatremia Euvolêmica, sendo a melhor conduta para este paciente a reposição de sódio com solução salina hipertônica – NaCl a 3%.
  2. B) trata-se de uma Hiponatremia Euvolêmica, sendo a melhor conduta para este paciente, a correção do sódio com solução salina isotônica – Soro Fisiológico 0,9%.
  3. C) trata-se de uma Hiponatremia Hipovolêmica, sendo a melhor conduta para este paciente, a reposição de sódio com solução salina hipertônica – NaCl a 3%.
  4. D) trata-se de uma Hiponatremia Hipovolêmica, sendo a melhor conduta para este paciente a correção do sódio inicialmente com solução salina isotônica – Soro Fisiológico 0,9%.
  5. E) trata-se de uma Hiponatremia Hipervolêmica, sendo a melhor conduta para este paciente a correção do sódio inicialmente com solução salina isotônica – Soro Fisiológico 0,9%.

Pérola Clínica

Hiponatremia hipovolêmica (diarreia, PA baixa) → Correção inicial com SF 0,9% para restaurar volemia e sódio.

Resumo-Chave

A paciente apresenta hiponatremia associada a sinais claros de hipovolemia (diarreia de grande volume, hipotensão, elevação de ureia e creatinina). Nesses casos, a prioridade é a restauração do volume intravascular com solução salina isotônica (Soro Fisiológico 0,9%), que também corrigirá o sódio de forma segura.

Contexto Educacional

A hiponatremia é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em pacientes hospitalizados e idosos, caracterizada por sódio sérico abaixo de 135 mEq/L. Sua importância clínica reside no potencial de causar sintomas neurológicos graves, desde náuseas e cefaleia até convulsões e coma. A classificação pelo estado volêmico (hipovolêmica, euvolêmica, hipervolêmica) é fundamental para guiar o tratamento. No caso da hiponatremia hipovolêmica, como a apresentada pela paciente com diarreia e hipotensão, a fisiopatologia envolve a perda de água e sódio, com a perda de sódio sendo proporcionalmente maior ou a reposição de fluidos hipotônicos. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (sinais de desidratação) e exames laboratoriais. O tratamento da hiponatremia hipovolêmica visa restaurar o volume intravascular e corrigir o sódio. A conduta inicial é a administração de solução salina isotônica (Soro Fisiológico 0,9%), que repõe volume e sódio de forma segura, evitando a correção rápida que poderia levar à síndrome de desmielinização osmótica. A taxa de correção deve ser monitorada cuidadosamente.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar os tipos de hiponatremia?

A hiponatremia é classificada pelo estado volêmico do paciente: hipovolêmica (perda de fluidos), euvolêmica (SIADH, hipotireoidismo) ou hipervolêmica (ICC, cirrose, doença renal). A avaliação clínica e exames complementares são essenciais.

Qual a conduta inicial para hiponatremia hipovolêmica?

A conduta inicial para hiponatremia hipovolêmica é a reposição de volume com solução salina isotônica (Soro Fisiológico 0,9%), que visa corrigir tanto a hipovolemia quanto o déficit de sódio de forma gradual.

Quais os riscos da correção rápida da hiponatremia?

A correção muito rápida da hiponatremia, especialmente em casos crônicos, pode levar à síndrome de desmielinização osmótica (mielinólise pontina), uma complicação neurológica grave e irreversível.

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